Pesquisa mantém indefinição sobre 1º turno da eleição francesa

Eleitores franceses irão às urnas no domingo para o primeiro turno do que se transformou na eleição mais imprevisível dos últimos tempos

Paris – O candidato presidencial francês de extrema-esquerda, Jean-Luc Mélenchon e o conservador François Fillon apareceram empatados atrás dos dois principais concorrentes ao governo da França em uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira, quando os adversários fizeram eventos de última hora voltados a eleitores indecisos.

Os eleitores franceses irão às urnas no domingo para o primeiro turno do que se transformou na eleição francesa mais imprevisível de que se tem lembrança, já que quatro candidatos têm chances de chegar ao segundo turno em 7 maio.

Os institutos de pesquisa preveem que o resultado mais provável da votação de 23 de abril será o avanço para a votação decisiva do político de centro Emmanuel Macron e da líder de extrema-direita Marine Le Pen, mas a disputa pela sucessão do impopular presidente socialista François Hollande se acirrou nas últimas semanas.

Uma sondagem da empresa Harris Interactive mostrou Mélenchon, que foi de azarão a concorrente com chances reais em parte devido a aparições televisivas impactantes e a uma campanha eficiente nas redes sociais, empatado com o antes favorito Fillon, com 19 por cento de apoio cada.

Isso coloca ambos a meros três pontos percentuais de Le Pen, que tem 22 por cento das intenções de voto, e de Macron, que consolidou sua posição de líder das pesquisas com 25 por cento das intenções.

Macron, ex-banqueiro que renunciou ao cargo de ministro da Economia para criar seu movimento independente “En Marche!”, deve derrotar Le Pen ou qualquer outro candidato no segundo turno, de acordo com a pesquisa da Harris Interactive.

Essa previsão combina com a de outros levantamentos.

Os índices de Fillon melhoraram aos poucos depois de sua campanha ser abalada por alegações de nepotismo, e nesta quinta-feira ele redobrou os esforços para dissuadir seu eleitorado a debandar para o lado de Macron.

Capitalizando um ataque frustrado nesta semana no qual ele e outros presidenciáveis foram vistos como alvos em potencial, o ex-primeiro-ministro de 63 anos procurou reforçar sua imagem de firmeza no tratamento das questões de segurança.

“Na luta contra o islã militante, como em tudo mais, a postura de Emmanuel Macron é nebulosa”, disse Fillon ao jornal Le Figaro, acrescentando que, como presidente, adotaria uma atitude muito mais severa com extremistas.

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