Paralisação das obras em Belo Monte perde força

Apenas um dos cinco canteiros de obras do projeto continua parado

São Paulo – O Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) informou nesta sexta-feira que uma das duas frentes de obras que haviam paralisado as atividades de construção da usina Belo Monte ontem retomou o trabalho. Com isso, agora segue parado apenas um dos cinco canteiros de obras do projeto, ou aproximadamente 15% da força de trabalho que hoje constrói a usina.

No fim da tarde de quinta-feira, o CCBM recebeu uma pauta de reivindicações dos trabalhadores e sinalizou que iria analisar os pedidos e está disposto a negociar, “mesmo não sendo época de dissídio coletivo” – que no caso de Belo Monte ocorre em novembro -, mas solicitou aos trabalhadores que voltassem ao trabalho. O sítio de Pimental, o primeiro a parar as atividades, na manhã de quarta-feira, e onde trabalham cerca de 1.000 pessoas, permaneceu parado hoje, enquanto os operários do sítio Belo Monte optaram por voltar ao trabalho.

Conforme o CCBM, a pauta de reivindicações é composta por três tópicos: reajuste salarial, aumento do vale-alimentação e redução da periodicidade para as folgas de visita à família, a chamada “baixada”. Procurado, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav) preferiu não comentar a mobilização.

Quando estiver pronta, a usina Belo Monte terá capacidade para gerar quase 11 mil MW. A entrada em operação da primeira turbina está prevista para 2015. A Norte Energia, responsável pela usina, tem entre seus sócios o Grupo Eletrobras, a Neoenergia, Cemig/Light, os fundos de pensão Petros e Funcef, a Vale, a Sinobras e a J.Malucelli Energia.