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Última atualização 26/05/2017 - 17:20 FONTE

Operação para recuperar Mosul gerou 700 mil deslocados, diz ONU

A intensificação dos combates na parte ocidental de Mosul causou o crescimento "drástico" do fluxo de deslocados

Genebra – As operações do Exército do Iraque para recuperar o controle da cidade de Mosul, maior reduto do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) no Iraque, causaram 700 mil deslocados, assegurou nesta quinta-feira a ONU.

Estes dados incluem 500 mil iraquianos que fugiram de bairros do oeste de Mosul, onde se concentra o último reduto do grupo terrorista na cidade, segundo informou o Escritório de Coordenação de Ajuda Humanitária da ONU (Ocha) em comunicado.

A intensificação dos combates na parte ocidental de Mosul causou este crescimento “drástico” do fluxo de deslocados da metade oeste da cidade, dividida em dois pelo rio Tigre.

As Forças Armadas iraquianas anunciaram há dois dias que tinham se apoderado de quase 90% do oeste de Mosul e que o EI só tem em seu poder 12 quilômetros quadrados da cidade iraquiana onde foi proclamado o “califado” no dia 29 de junho de 2014.

A metade leste da localidade, a mais povoada conquistada pelos jihadistas, foi liberada pelo Exército iraquiano em janeiro passado.

“Os números de deslocados do oeste de Mosul são assustadores”, disse a coordenadora humanitária da ONU para o Iraque, Lise Grande, que reconheceu que “cada vez é mais e mais difícil ajudar e proteger os civis que precisam”.

Lise advertiu que pelo menos mais 200 mil pessoas poderiam ser vistas obrigadas a fugir para sobreviver, se os combates continuarem nas áreas próximas ao centro antigo de Mosul, onde o EI apresenta muita resistência.

“Centenas de milhares de vidas estão em jogo”, disse a coordenadora humanitária no Iraque, assegurando que a maioria dos deslocados estão desnutridos e não tiveram acesso à água potável ou remédios durante meses.

O plano de resposta humanitária da ONU para o Iraque só é financiado em 28%, lamentou hoje o organismo, que pediu US$ 985 milhões para atenuar a situação no país, US$ 331 milhões dos quais são reservados à crise humanitária em Mosul.

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