Operação de retirada de moradores é suspensa em região de Aleppo

Conforme explicou o Observatório Sírio, "a saída dos ônibus está condicionada à libertação de prisioneiros das penitenciárias do regime"

Mais de 3.000 sírios de localidades sitiadas permaneciam bloqueados nesta quinta-feira na região de Aleppo (norte do país), onde a retirada de moradores foi suspensa, à espera da libertação de prisioneiros pelo regime, anunciou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Na quarta-feira, 3.000 pessoas foram retiradas de cidades leais ao governo, Fua e Kafraya, sitiadas há dois anos pelos rebeldes na província de Idleb (noroeste).

De modo paralelo, em respeito a um acordo entre o governo e representantes da oposição, 300 pessoas, a maioria combatentes, deixaram as localidades rebeldes de Zabadani, Serghaya e Jabal Sharqi, na província de Damasco, segundo o OSDH.

Dois comboios com quase 60 ônibus estavam bloqueados nesta quinta-feira. Os veículos com moradores e combatentes de Fua e de Kafraya estavam estacionados em Rashidin, subúrbio rebelde de Aleppo, utilizado como zona de trânsito.

Os ônibus do segundo comboio estão detidos em Ramusa, controlada pelo regime, ao sul de Aleppo.

“A saída dos ônibus está condicionada à libertação de prisioneiros das penitenciárias do regime”, explicou o OSDH.

“Os ônibus não devem partir antes da libertação de 750 prisioneiros detidos nas penitenciárias do regime e de sua chegada aos setores rebeldes”, completou a ONG.

O acordo concluído pelas duas partes prevê a libertação de 1.500 detentos das prisões do regime em paraSlelo às duas fases da operação.

Uma segunda fase do acordo está prevista para junho, segundo os termos do pacto de retirada de 30.000 pessoas.

No sábado, a primeira operação de retirada terminou em um massacre quando um carro-bomba explodiu diante dos ônibus haviam saído de Fua e de Kafraya. Ao menos 126 pessoas morreram, incluindo 68 crianças, segundo o OSDH.

O regime de Bashar al-Assad acusou os rebeldes, que negaram qualquer responsabilidade e condenaram o atentado, que não foi reivindicado.

O destino final dos habitantes das localidades rebeldes, segundo o acordo, é a província de Idleb (noroeste), controlada pelos rebeldes e jihadistas. Os moradores de Fua e de Kafraya transitam por Aleppo antes de seguir para as províncias de Damasco e Latakia (oeste).

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