ONU condena assassinato de jornalista e pede justiça

O secretário-geral da ONU condenou energicamente o assassinato de jornalista americano e pediu que os responsáveis sejam levados à justiça

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou energicamente nesta quarta-feira o assassinato do jornalista americano James Foley e pediu que os responsáveis pelo crime sejam levados à justiça.

“O assassinato do repórter é um crime abominável que mostra que segue adiante a campanha de terror do Estado Islâmico do Iraque e o Levante (EIIL) contra o povo do Iraque e da Síria”, disse o escritório do porta-voz da ONU em comunicado.

O secretário-geral, que estendeu suas condolências aos parentes, amigos e companheiros de profissão de Foley, pediu que os responsáveis deste assassinato e de outros crimes “horríveis” sejam levados à justiça.

A Casa Branca confirmou hoje a autenticidade de um vídeo divulgado ontem em fóruns jihadistas e postado no YouTube que mostra a decapitação do jornalista, sequestrado na Síria em novembro de 2012.

No vídeo, Foley despede-se de sua família e acusa o governo dos Estados Unidos de ser o culpado por sua execução por sua recente intervenção militar no Iraque, antes de ser degolado diante da câmera por um homem encapuzado que fala em inglês.

Nas imagens, além de Foley, de 40 anos, aparece outro jornalista americano sequestrado, Steven Joel Sotloff, cuja vida “depende da próxima decisão de (presidente Barack) Obama”, segundo disse na gravação o autor da decapitação.