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Última atualização 25/05/2017 - 17:21 FONTE

Obama culpa republicanos por apoiarem Trump

"O partido dos valores familiares nomeiam esta pessoa (Donald Trump), é sério?", ironizou Obama sobre as tradicionais credenciais conservadoras dos republicanos

Washington – O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, culpou nesta quinta-feira o Partido Republicano por apoiar a candidatura de Donald Trump à Casa Branca, mesmo ele estando rodeado de acusações de assédio sexual e quem acusou de ter como “modelo” o presidente russo, Vladimir Putin.

“O partido dos valores familiares nomeiam esta pessoa (Donald Trump), é sério?”, ironizou Obama, sobre as tradicionais credenciais conservadoras dos republicanos, durante um ato em Columbus (Ohio), um dos estados considerados chave, nas vésperas das eleições presidenciais do dia 8 de novembro.

Trump está envolvido em uma série de escândalos na reta final da campanha, que começou com a divulgação de um vídeo de 2005, onde o magnata se gaba de beijar e tocar as partes íntimas das mulheres sem seu consentimento, e depois com denúncias de supostas vítimas de abusos sexuais.

“Este é o tipo de pessoa que apoiam, respaldam e fazem campanha junta?”, voltou a perguntar Obama sobre os republicanos, muitos de cujos líderes decidiram dar um passo atrás nos últimos dias diante das polêmicas sexuais acumuladas pelo magnata nova-iorquino.

Além disso, Obama considerou especialmente “decepcionante” que o partido republicano que se orgulha de ser “duro em política externa e fazer oposição a Rússia”, acabe escolhendo Trump, cujo modelo é Vladimir Putin, antigo chefe da KGB (agência de inteligência russa)”.

Durante a campanha, Trump afirmou diversas vezes sua admiração por Putin, ao assegurar que é um líder mais forte e dirige seu país com mais firmeza que Obama.

“Sou democrata, mas antes, sou americano”, ressaltou o atual presidente, que deixará a Casa Branca em janeiro, após oito anos de mandato.

A série de escândalos começou a refletir nas pesquisas, com a candidata democrata Hillary Clinton ampliando sua vantagem sobre Trump. EFE