Número de mortos em incêndio em Portugal sobe para 61

Primeiro-ministro português considerou o incêndio "a maior tragédia" que Portugal já vivenciou em décadas

Pedrógão Grande (Portugal) – Subiu para 61 o número de pessoas mortas por causa de um incêndio florestal de grandes proporções em andamento na região central de Portugal.

Algumas das vítimas foram atingidas enquanto tentavam fugir, disseram autoridades neste domingo. O primeiro-ministro português, Antonio Costa, considerou o incêndio “a maior tragédia” que Portugal já vivenciou em décadas e decretou luto nacional de três dias.

Uma enorme parede de fumaça espessa e chamas vermelhas brilhavam acima das árvores em Pedrógão Grande, a cerca de 150 quilômetros de Lisboa, onde acredita-se que um raio pode ter provocado o incêndio.

Investigadores encontraram uma árvore atingida por um raio durante uma “tempestade seca”, disse o chefe da polícia nacional aos meios de comunicação portugueses.

As tempestades secas ocorrem quando a chuva evapora antes de atingir o chão por causa das altas temperaturas.

Autoridades dizem que temperaturas de cerca de 40 graus registradas na área nos últimos dias também podem ter influenciado o incêndio.

Portugal, como a maioria dos países da Europa Meridional, é propenso a incêndios florestais nos meses secos do verão.

Pelo menos quatro outros incêndios significativos afetam diferentes áreas do país no domingo, mas o de Pedrógão Grande foi responsável por todas as mortes.

“As dimensões deste fogo causaram uma tragédia humana além de qualquer memória”, disse o primeiro-ministro português, Antonio Costa, a jornalistas em sua chegada à cena neste domingo. “Algo extraordinário ocorreu e temos que esperar que os técnicos determinem adequadamente suas causas.”

Mais de 350 soldados se juntaram neste domingo aos 700 bombeiros que lutam para apagar as chamas. Em resposta a um pedido de ajuda de Portugal, a Espanha enviou quatro aeronaves de combate a incêndio, enquanto a França disponibilizou mais três. A Grécia também ofereceu ajuda.

O secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, disse que as equipes de combate a incêndios estavam tendo dificuldades em combater o fogo, que era “muito intenso” em pelo menos duas das quatro frentes. Segundo ele, as autoridades estavam preocupadas com os fortes ventos que poderiam ajudar a espalhar o incêndio ainda mais.

Gomes disse que pelo menos 30 pessoas morreram dentro de seus carros enquanto tentavam fugir, entre as cidades de Figueiró dos Vinhos e Castanheira de Pêra.

Outras 17 morreram fora de seus carros ou pela estrada, 11 pessoas morreram na floresta e duas pessoas morreram em um acidente de carro relacionado ao incêndio. Até agora, ninguém foi atingido pelo fogo dentro de uma casa.

O secretário informou também que 54 pessoas foram feridas pelo fogo, 5 delas seriamente, incluindo quatro bombeiros e uma criança.

O maior registro de mortes por causa de incêndios florestais em Portugal ocorreu em 1966, quando 25 soldados morreram tentando combater o fogo. Em agosto passado, incêndios ocorridos em diversos pontos do país deixaram quatro mortos.

Fonte: Associated Press

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