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O líder histórico palestino Yasser Arafat em foto de 28 de agosto de 1996: os palestinos acusaram Israel de tê-lo envenenado
Doha - O líder histórico palestino Yasser Arafat, falecido em 2004, teria sido envenenado com polônio, uma substância radioativa, segundo conclusões das análises realizadas em laboratório na Suíça e citadas numa matéria do canal Al-Jaazera.
As análises foram feitas com uma amostra biológica extraída dos pertences do dirigente palestino e entregues a sua viúva, Suha, pelo hospital militar de Percy, sul de paris, onde Arafat faleceu, segundo François Bochud, diretor do Institute for Radiation Physics de Lausanne, na Suíça.
"A conclusão é que achamos um nível significativo de polônio nas amostras", acrescentou Bochud no documento, que precisou de nove meses para ser concluído, segundo a Al-Jazeera.
O polônio é uma substância pouco comum e altamente radioativa. Ele teria sido utilizado para envenenar o ex-espião russo Alexander Litvinenko, que faleceu em Londres, em 2006.
Yasser Arafat adoeceu em seu quartel-general de Ramallah, na Cisjordânia, sitiado pelo Exército israelense, e faleceu em 11 de novembro de 2004, em Percy.
Sua morte é um enigma. Os quase 50 médicos que se revezaram para cuidar do líder não indicaram a razão exata da deterioração de seu estado de saúde. Os palestinos acusaram Israel de tê-lo envenenado.
Para confirmar a tese de morte devido a uma intoxicação por polônio, seria preciso exumar os restos de Arafat e analisá-los, afirmou Bochud.
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