Bangcoc - Pelo menos duas pessoas morreram e mais de 200 mil pessoas foram retiradas pela erupção do vulcão Kelud, que causou nesta sexta-feira o fechamento de três aeroportos na ilha indonésia de Java, informa a imprensa local.

As vítimas mortas são dois indonésios de 88 e 70 anos de idade: o primeiro morreu quando o teto de sua casa caiu e o segundo por problemas respiratórios, segundo o jornal "Jakarta Globe".

O portal de notícias "Okezona" diz que há outro indonésio, de 85 anos, em estado crítico.

O presidente do país, Susilo Bambang Yudhoyono, anunciou nessa sexta-feira que visitará a região afetada assim que as operações de mitigación o permitam, dentro de dois ou três dias.

As autoridades ordenaram a evacuação dos moradores no dia anterior, após elevar ao máximo o alerta do vulcão, que pouco depois lançou a 15 quilômetros de altura uma nuvem de cinzas, areia e pedras, apontou o porta-voz da agência nacional de desastres, Sutopo Purwo Nugroho, ao jornal "Jakarta Post".

O kelud representa um perigo por causa da densidade populacional concentrada nas encostas do monte. São cerca de 36 povoados em uma área aproximada de 10 quilômetros no distrito de Kediri, no leste de Java.

O porta-voz do Ministério de Transporte, Bambang Ervan, informou que os aeroportos internacionais de Jogyakarta, Solo e Surabaia fecharam pelo perigo que representava a cinza lançada pelo vulcão, de 1.731 metros de altitude.

A maior catástrofe registrada por uma erupção do Kelud data de 1568, quando os rios de lava e as nuvens de cinza e rochas mataram cerca de 10 mil pessoas.

A Indonésia está localizada sobre o chamado "Anel de Fogo do Pacífico", uma área com grande atividade sísmica e vulcânica, e abriga mais de 400 vulcões, dos quais pelo menos 129 continuam ativos e 65 são classificados como perigosos. 

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