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Nos últimos três dias, pelo menos 60 pessoas foram mortas nessa cidade, a maioria em público, segundo o ativista.
Enquanto a violência não diminui, o regime de Damasco lançou hoje sua primeira farpa contra o encarregado pela comunidade internacional de levar o derramamento de sangue ao fim.
O governo sírio criticou o novo enviado da ONU e da Liga Árabe, o argelino Lakhdar Brahimi, por ter dito em uma entrevista ao canal ''France 24'' que a Síria está em guerra civil.
Em entrevista à agência oficial síria, ''Sana'', uma fonte governamental disse que ''falar em guerra civil não tem nada a ver com a verdade'', já que o que há são ''crimes terroristas perpetrados por bandas ''takfiristas'' (fundamentalistas islâmicos) apoiados por países conhecidos que lhes proporcionam dinheiro, armas e refúgio''.
Brahimi foi nomeado em 17 de agosto em substituição a Kofi Annan, que apresentou sua renúncia ao cargo no início do mês, e tomará formalmente as rédeas de seu novo posto em 1º de setembro.
A polêmica de Damasco com Brahimi aconteceu algumas horas depois que os observadores internacionais da ONU terminaram sua missão na Síria, com a impossibilidade de ter condições mínimas de segurança.
A ONU manterá um escritório operacional em Damasco para acompanhar a os incidentes no país árabe, depois de mais de 17 meses de sangrento conflito.
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