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Ramadã | 20/08/2012 21:13

Violência na Síria não dá trégua em celebração religiosa

O Conselho Nacional Sírio (CNS), o maior grupo opositor no exílio, denunciou hoje em comunicado a morte de de 22.587 pessoas desde março de 2011

Nos últimos três dias, pelo menos 60 pessoas foram mortas nessa cidade, a maioria em público, segundo o ativista.

Enquanto a violência não diminui, o regime de Damasco lançou hoje sua primeira farpa contra o encarregado pela comunidade internacional de levar o derramamento de sangue ao fim.

O governo sírio criticou o novo enviado da ONU e da Liga Árabe, o argelino Lakhdar Brahimi, por ter dito em uma entrevista ao canal ''France 24'' que a Síria está em guerra civil.

Em entrevista à agência oficial síria, ''Sana'', uma fonte governamental disse que ''falar em guerra civil não tem nada a ver com a verdade'', já que o que há são ''crimes terroristas perpetrados por bandas ''takfiristas'' (fundamentalistas islâmicos) apoiados por países conhecidos que lhes proporcionam dinheiro, armas e refúgio''.

Brahimi foi nomeado em 17 de agosto em substituição a Kofi Annan, que apresentou sua renúncia ao cargo no início do mês, e tomará formalmente as rédeas de seu novo posto em 1º de setembro.

A polêmica de Damasco com Brahimi aconteceu algumas horas depois que os observadores internacionais da ONU terminaram sua missão na Síria, com a impossibilidade de ter condições mínimas de segurança.

A ONU manterá um escritório operacional em Damasco para acompanhar a os incidentes no país árabe, depois de mais de 17 meses de sangrento conflito.

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