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Terror e paralisação: A hidrelétrica de Jirau, com investimentos de R$ 13 bilhões está sendo construída a 120 quilômetros do Porto Velho
São Paulo - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados denunciou nesta segunda-feira uma série de violações nas obras de duas hidrelétricas que estão sendo construídas na Amazônia, segundo uma fonte parlamentar.
O deputado e padre católico Máriton de Hollanda (PT), vice-presidente da comissão e titular da Frente Parlamentar dos Povos Indígenas, afirmou em entrevista coletiva à Associação dos Correspondentes Estrangeiros de São Paulo que o grupo de congressistas investiga uma série de denúncias sobre violações dos direitos humanos nos projetos de Jirau e Santo Antônio.
O legislador, conhecido como Pai Tom, informou que após uma visita da comissão às obras, ambas no estado de Rondônia, foram enviadas ao grupo de congressistas denúncias sobre trabalho escravo, "condições precárias" de saúde e moradia e desrespeito à legislação trabalhista.
"Os restaurantes coletivos estão em boas condições, mas nos alojamentos, que são de madeira, ficam até oito pessoas em um quarto, não há área de lazer, banheiros privados, nem serviço bancário", relatou.
No entanto, de acordo com a comissão, as denúncias mais graves estariam relacionadas a torturas e ao desaparecimento de trabalhadores.
"Temos a declaração de um trabalhador que alega que foi torturado pelo serviço de segurança da empresa (construtora) e depois por policiais", durante uma greve em março, contou o congressista.
Tom detalhou que o trabalhador, chamado Raimundo Braga, depôs em Brasília na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Tráfico de Pessoas, depois de mais de 50 dias preso, acusado de liderar em março um motim durante uma greve para exigir o cumprimento de reivindicações feitas em 2009 e 2011.
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