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Mujica insistiu que com controle estatal será possível oferecer aos consumidores produto que terá ''preço e qualidade que não se pode conseguir no mercado negro''
Montevidéu - O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou nesta segunda-feira que, se for aprovado o plano do governo para legalizar a venda de maconha, o país plantaria 150 hectares de cannabis para suprir a demanda de seus consumidores.
Em entrevista a emissoras de televisão, Mujica destacou que essa quantidade é mais que suficiente para sua iniciativa, que entrou no Parlamento para ser debatida no início de agosto e que pretende a legalizar a compra e a venda da droga e que o Estado se encarregue de todo o processo produtivo.
Faltando que a norma seja debatida no Parlamento e se conheçam bem os detalhes da regulação, estima-se que o Uruguai deverá produzir 28 mil quilos de maconha ao ano para cobrir as necessidades de seus cerca de 75,5 mil consumidores frequentes, que estariam autorizados a comprar 30 gramas mensais da droga.
Mujica insistiu mais uma vez em que com este controle estatal será possível oferecer aos consumidores um produto que terá ''um preço e uma qualidade que não se pode conseguir no mercado negro'', e que dessa forma tentará ''roubar o mercado do narcotráfico''.
''Estamos há 50 anos tentando pela via policial e estamos fracassando'', declarou para justificar a iniciativa.
Consultado sobre que alternativas poderia dar para o modelo de gestão deste mercado, o presidente uruguaio destacou os clubes de cannabis da Espanha, onde associações de usuários são as encarregadas ''de produzir, vender e registrar os consumidores''.
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