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Soldados da União Africana nas ruas de Mogadíscio, na Somália: de acordo com suas estimativas, a Al Shabab pode contar com 300 homens em Marca
Afgoye - A Missão da União Africana na Somália (AMISOM) anunciou que iniciará de maneira iminente uma ofensiva para avançar rumo ao sul do país, onde se encontram as maiores fortificações da milícia fundamentalista islâmica Al Shabab.
Durante uma visita de campo às últimas posições tomadas pelos soldados, 50 quilômetros ao leste de Mogadíscio, o subcomandante do contingente ugandense da AMISOM, Kayanja Mohanga, assegurou que o próximo objetivo é atacar a cidade de Marca, onde está parte dos líderes da Al Shabab.
Segundo Mohanga, "a tomada de Marca facilitaria a conquista de Kismayo", cidade situada no sul da Somália e principal reduto dos radicais, dada a importância econômica do seu porto.
No caminho rumo a Kismayo, no entanto, as tropas da AMISOM deverão tomar o controle de outras duas cidades de destaque, Marca e Barawe, o que pode acontecer "nas próximas semanas", disse Mohanga à Agência Efe.
De acordo com suas estimativas, a Al Shabab pode contar com 300 homens em Marca, contingente que a União Africana combateria com pelo menos 850 soldados, veículos blindados e apoio de efetivos do Exército do Governo Federal de Transição da Somália.
Por enquanto, as tropas da AMISOM tentam manter o controle das zonas limítrofes com a estratégica cidade de Afgoye, antigo enclave islamita conquistado em 25 de maio.
Trata-se de uma cidade-chave, pois é uma zona muito fértil, em contraste com a sufocante aridez de outras áreas, liga Mogadíscio ao resto do país, e sua conquista representou a ruptura de uma via de comunicação crucial para os radicais islâmicos.
Mohanga acredita que o conflito armado, que devastou este país do Chifre da África a partir de 1991, pode terminar em curto prazo: "até o final do ano, toda a Somália pode estar sob controle (das tropas aliadas)", previu o militar.
Paralelamente à luta militar contra a Al Shabab, o país africano está imerso em um processo para finalizar a transição política, o que deve ocorrer em 20 de agosto com a escolha de um novo presidente.
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