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Bruxelas - Os ministros das Relações Exteriores da União Europeia aprovaram nesta segunda-feira uma medida de reforço ao controle do embargo de armas à Síria e de ampliação das sanções aos aliados à repressão do regime de Bashar al Assad, enquanto o clima de preocupação aumenta em Damasco diante do possível uso de armas químicas contra civis.
"A existência de armas químicas em qualquer zona de conflito é motivo de preocupação", afirmou a chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton, após o Conselho de Relações Exteriores da UE realizado em Bruxelas.
A alta representante europeia descartou que exista uma "preocupação imediata" sobre a utilização desse tipo de armas contra civis, afirmando que o assunto "não está estritamente ligado" ao embargo de armas que a UE aplica à Síria desde maio de 2011, o "qual possui a intenção de evitar um aumento da violência".
Durante a realização do Conselho algumas declarações chamaram mais atenção, como a do porta-voz das Relações Exteriores da Síria, Jihad Maqdisi, que negava que o regime fosse usar armas químicas no interior da Síria, apesar de condicionar seu uso a um eventual ataque por parte das forças internacionais.
Por outro lado, as conclusões aprovadas pelos ministros comunitários fazem insistência à "grave preocupação" pelo "potencial uso de armas químicas na Síria" e também sublinham uma inquietação coletiva pela contínua entrada de armas no país.
Na opinião do secretário de Estado espanhol das Relações Exteriores, Gonzalo de Benito, o uso de armas químicas por regime de Assad "é um risco que está aí", embora tenha especificado que "é de se esperar que o regime não seja tão irresponsável a ponto de recorrer a esse tipo de instrumento contra sua própria população".
Além disso, Benito ressaltou que "também não é previsível que haja uma intervenção exterior" na Síria, o que já poderia descartar o uso de armas químicas por parte do regime Assad.
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