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Mariano Rajoy: seu grande aliado nesta cúpula, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, expressou sua confiança em que as decisões tranquilizem os mercados
Bruxelas - Os líderes da União Europeia (UE) se mostraram nesta sexta-feira satisfeitos com as decisões adotadas na reunião de dois dias que mantiveram em Bruxelas e acreditam que as novas medidas a curto prazo sirvam para diminuir a pressão dos mercados sobre Espanha e Itália, e as de médio e longo sirvam para superar a crise.
"Pela primeira vez em algum tempo, foram dados passos que os mercados perceberão que a Europa está se colocando à frente no jogo", chegou a dizer o tradicionalmente cético primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, que no entanto assinalou que tais passos "precisam de continuação e aplicação mais adiante".
O presidente do Governo espanhol, Mariano Rajoy, opinou depois da cúpula que "o Conselho lançou um sinal político inequívoco e o euro é hoje um projeto mais forte e crível que ontem", mas também advertiu que "ainda falta muito caminho para ser percorrido".
Seu grande aliado nesta cúpula, o primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, expressou sua confiança em que as decisões tranquilizem os mercados, embora tenha reconhecido que "é difícil prever como responderão", porque no passado foram adotadas medidas que pareciam suficientes, mas que não serviram para gerar confiança.
Depois de mais de dois anos e meio de crise e várias medidas parciais para acabar com a desconfiança na economia europeia, os chefes de Estado e de Governo do bloco aceitaram permitir iniciativas como a recapitalização direta dos bancos e um uso mais flexível dos fundos europeus de resgate para a compra de dívida.
Estas medidas a curto prazo se completarão com um plano para potencializar o crescimento econômico e o emprego, que será dotado de 120 bilhões de euros, e com um acordo para avançar a longo prazo rumo a uma nova arquitetura europeia mediante uma união bancária, fiscal e política, para superar assim a crise da eurozona.
Com as primeiras, os líderes da zona do euro esperam poder ajudar países como Espanha e Itália - apesar de ambos terem descartado, por enquanto, pedir uma compra europeia de bônus soberanos - para que possam voltar a se financiar a preços razoáveis.
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