Quatro pessoas morreram na sexta-feira em um tiroteio em uma escola do ensino médio em uma comunidade autóctone na província de Saskatchewan, no Canadá, anunciou a Polícia Federal, depois de corrigir uma informação divulgada pelo primeiro-ministro Justin Trudeau, que citou cinco mortos.

"Em uma tragédia como esta, tem muita informação que se troca rapidamente. Por isso que, inicialmente, havíamos confirmado que houve cinco mortos, mas estamos falando agora apenas de quatro mortes", declarou em entrevista coletiva Maureen Levy, da Polícia Montada em Saskatchewan.

Levy também mencionou um "certo número" de feridos, sem dar detalhes.

Um jovem abriu fogo por volta das 13h locais (17h em Brasília), no liceu de La Loche, uma comunidade aborígine no norte dessa província do centro do Canadá. O suspeito foi detido.

"Houve um tiroteio nessa comunidade. Cinco pessoas morreram, outras duas estão em estado grave", afirmou Justin Trudeau, de Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

Esse é o pior tiroteio em uma escola canadense nos últimos 26 anos.

Várias testemunhas relataram ter visto um "menino" - aluno, ou ex-aluno da instituição - abrir fogo dentro do estabelecimento.

"Fugi do liceu. Tinha muita gritaria. Houve seis, ou sete, disparos, até que eu conseguisse sair", contou o aluno Noel Desjarlais, à emissora CBC.

"Muitas pessoas estão em estado de choque. Isso é algo que, normalmente, você vê na televisão", disse ao jornal local Star Phoenix o chefe dessa reserva, Teddy Clark.

"Meus pensamentos e orações estão com todas as vítimas, suas famílias e seus amigos", postou o premier de Saskatchewan, Brad Wall, em sua página no Facebook.

A deputada e ex-prefeita de La Loche Georgina Jolibois declarou estar "abalada e muito triste" com o tiroteio que a afetou de perto, "já que alguns membros da minha família estudam neste colégio".

Ao contrário dos Estados Unidos, tiroteios são muito pouco comuns no Canadá, onde as armas de fogo estão muito mais reguladas do que ao sul da fronteira.

Em 6 de dezembro de 1989, Marc Lépine, de 25 anos, abriu fogo na Escola Politécnica de Montreal. Matou 14 pessoas, entre elas dez estudantes, no que ficou conhecido como o "massacre de Montreal".

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