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Sudanês armado: o canal de televisão catariano Al Jazeera informou na semana passada que o Sudão rejeitou proposta do Sul
Juba - O prazo que o Conselho de Segurança da ONU deu ao Sudão e ao Sudão do Sul para conseguirem um acordo bilateral em assuntos como o petróleo e a segurança expirou nesta quinta-feira sem acordo, o que abre a possibilidade para sanções internacionais contra ambos os países.
O Conselho de Segurança havia ameaçado, em abril, aplicar sanções contra as duas nações caso elas não chegassem a um consenso sobre os temas colocados no plano de paz da União Africana, feito depois da breve ocupação, por parte do Sudão do Sul, da região petrolífera de Heglig, o que provocou bombardeios de seu vizinho do norte.
"Oferecemos ao Sudão US$8,2 bilhões em dinheiro e em perdão da dívida" para ajudar na busca de uma solução, disse à imprensa o porta-voz do governo sul-sudanês, Barnaba Marial Benjamin, ao retornar de uma viagem pelo Zimbábue e Angola, onde informou a esses países sobre a postura do governo de Juba.
"Fizemos isso para que quando se adote uma resolução no Conselho de Segurança da ONU não sejamos as vítimas", acrescentou.
O canal de televisão catariano Al Jazeera informou na semana passada que o Sudão rejeitou a proposta do Sul - que declarou sua independência em julho de 2011 - sob o argumento de que pretendia chegar a um acordo sobre segurança antes de um sobre petróleo.
O negociador-chefe sul-sudanês, Pagam Amum, propôs elevar a tarifa de passagem do petróleo proveniente do Sudão do Sul pelo território vizinho de um dólar por barril a dez dólares, embora Cartum queira que esse número seja de 36 dólares.
O Sudão do Sul interrompeu em janeiro sua produção de petróleo (que até agora só pode ser exportado através do Sudão) e acusou o Sudão de estar manipulando as quantidades para cobrar 80 dólares por barril.
O porta-voz de Juba acusou o presidente sudanês, Omar Hassan al Bashir, de ser um obstáculo para a paz nas negociações.
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