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Conflito | 12/07/2012 16:12

Síria: médicos sobrecarregados em meio à guerra de Qousseir

"Nós não temos o equipamento necessário para tratar pacientes mais gravemente afetados", explica o Dr. Mahmoud Saleh Sadir

Antonio PAMPLIEGA, da

©AFP / Antonio Pampliega

Médicos cuidam de ferido em hospital improvisado na Síria

Hospital improvisado na Síria: quando os ferimentos são muito graves, os médicos são obrigados a amputar, ou simplesmente acompanhar a morte

Qousseir - "Quando os ferimentos são muito graves, não podemos fazer muito, exceto tentar tornar a morte a menos dolorosa possível". Em um hospital improvisado em Qousseir, na Síria, os médicos tentam salvar as vítimas dos bombardeios.

"Nós não temos o equipamento necessário para tratar pacientes mais gravemente afetados", explica o Dr. Mahmoud Saleh Sadir.

"Sentimos falta de um neurocirurgião, e para aqueles que são feridos na cabeça não há alternativa senão ir para o Líbano. Aqui, podemos rezar por eles, e isso é tudo".

Este médico, que viu o filho morrer em seus braços após ser atingido por uma bomba, continua a trabalhar diariamente neste hospital improvisado.

"Meu dever (...) é continuar a trabalhar até a queda do regime. Eu me tornei médico para salvar vidas. Nós estamos do lado certo, do lado da população civil", afirma.

Criado há nove meses por médicos e enfermeiros que fugiram do hospital de Qousseir, controlado pelo governo, o hospital improvisado foi montado em uma antiga casa no centro da cidade. Recebe a cada mês centenas de vítimas dos bombardeios das forças do governo nesta cidade rebelde localizada no centro do país.

"Recebemos apenas este mês, 570 pacientes com ferimentos causados pelas bombas que caem constantemente sobre a cidade, e mais uma centena de feridos a bala, atingidos principalmente por franco-atiradores escondidos em edifícios", conta o Dr. Kassem Al-Zein, fundador do hospital.

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