Aguarde...

Justiça | 15/07/2012 17:51

Síria adverte que combaterá reação armada e mantém ofensiva

Ministro de Relações Exteriores alegou que os militares sírios realizaram a operação, sem utilizar armas pesadas, contra grupos terroristas

Shaam News Network/AFP

Rua bloqueada por barricadas no domingo em Damasco, na Síria

Síria: Tremseh foi visitada ontem pelos observadores da ONU enviados à Síria

Cairo - O regime de Damasco anunciou neste domingo que o exército combaterá qualquer resistência armada contra o Estado, enquanto vários grupos da oposição síria se reuniram no Cairo para elaborar um 'roteiro' para uma eventual transição.

As ameaças das autoridades sírias acontecem depois que aumentaram as críticas da comunidade internacional devido ao massacre de quinta-feira em Tremseh, onde, segundo a oposição, cerca de 200 pessoas foram mortas pelas mãos das tropas governamentais.

'Qualquer pessoa que empunhar armas contra o Estado estará em confronto com o exército', disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jihad Maqdisi, em entrevista coletiva para explicar a versão de Damasco sobre o ocorrido em Tremseh.

Maqdisi alegou que os militares sírios realizaram a operação, sem utilizar armas pesadas, contra grupos terroristas; e que morreram 37 combatentes e dois civis, sem dar detalhes sobre baixas no exército.

Segundo o porta-voz, 'Tremseh foi invadida por grupos terroristas que aterrorizaram a população e estabeleceram postos de comando, paióis de armas e centros de tortura dos sequestrados' em alguns prédios do povoado.

Para apoiar a versão, a agência de notícias oficial síria, 'Sana', divulgou hoje as confissões de dois supostos terroristas que teriam participado de 'assassinatos e atos de terrorismo' antes da entrada do Exército em Tremseh.

Nas declarações, os homens afirmaram ter sido recrutados à força por um grupo armado, que os obrigou a atirar em civis. Tremseh foi visitada ontem pelos observadores da ONU enviados à Síria, que manifestaram sua intenção de voltar a entrar para avaliar melhor a situação.

Em comunicado divulgado ontem à noite, a Missão de Observação da ONU na Síria (UNSMIS) informou que o massacre foi dirigido a 'grupos e casas específicos, principalmente de desertores do exército e ativistas'.

A visita foi realizada apesar de os trabalhos da missão estarem suspensos devido à continuação da violência, que só hoje causou mais de 50 mortes, segundo os grupos opositores. As áreas mais castigadas pelos bombardeios das forças governamentais foram a província de Homs, a de Deir ez-Zor e alguns bairros de Damasco.

Comentários  

Editora Abril

Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados

>