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Buenos Aires: Os sindicatos convocaram a greve, que afetará milhares de usuários, para reivindicar um aumento salarial de 28%, entre outros pedidos
Buenos Aires - Representantes de sindicatos de transporte iniciarão nesta sexta-feira uma greve de cinco dias no metrô de Buenos Aires, no auge do confronto entre o governo da capital e a administração nacional pela gestão do serviço, informaram fontes sindicais.
A Associação dos Metroviários (Agtsyp) prevê realizar a partir de 21h locais (mesma hora de Brasília) dessa sexta-feira uma greve nas seis linhas de metrô durante 48 horas, enquanto a União de Transporte Urbano Automotor (UTA) fará uma medida de força similar a partir de segunda-feira, durante 72 horas.
Os sindicatos convocaram a greve, que afetará milhares de usuários, para reivindicar um aumento salarial de 28%, entre outros pedidos.
O secretário da Agtsyp, Norberto Pianelli, afirmou a jornalistas que estão dispostos a abrir as negociações com as autoridades e com a empresa Metrovías, a concessionária do serviço.
''Vamos estar com a medida de força, dispostos a sentar e negociar durante todo o fim de semana. Mas, na segunda-feira isto será um caos'', advertiu.
O metrô é o eixo de um conflito entre o prefeito de Buenos Aires, o conservador Mauricio Macri, e o governo da presidente Cristina Kirchner, mas o prefeito pede ao Estado que mantenha os milionários subsídios que destinava ao serviço.
Em declarações à imprensa local, o secretário argentino de Transporte, Alejandro Ramos, pediu nesta sexta a Macri que ''trabalhe para que estas interrupções não aconteçam'', enquanto o chefe de Gabinete de Buenos Aires, Horacio Rodríguez Larreta, considerou que as negociações salariais são ''um assunto do Ministério do Trabalho''.
Em maio passado ambos agrupamentos sindicais fizeram uma greve de 36 horas que afetou um milhão de usuários que utilizam o metrô diariamente e provocou um caos na cidade.
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