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Plantação: O projeto não especifica a quantidade que uma pessoa poderia cultivar
Santiago do Chile - Dois senadores chilenos apresentaram nesta quarta-feira um projeto que legaliza o cultivo de maconha para consumo pessoal e com fins terapêuticos, além de descriminalizar o porte de pequenas quantidades da droga para uso individual.
Trata-se do senador socialista Fulvio Rossi, que recentemente admitiu ser consumidor ocasional de maconha, e de Ricardo Lagos Weber, filho do ex-presidente chileno Ricardo Lagos e integrante Partido pela Democracia (PPD).
''Do ponto de vista científico e de saúde não existem argumentos para dizer porquê há drogas consideradas lícitas, como o tabaco e o álcool, e drogas ilícitas, como a maconha'', argumentou Rossi, que é médico de profissão.
''Nenhuma droga é segura, o que não justifica que uma tenha status diferente da outra'', disse o senador, que acha que ''o enfoque proibicionista, que criminaliza o consumidor responsável, adulto, possibilita a existência do mercado negro, do tráfico''.
Lagos Weber, por sua vez, afirmou que quando se permite o cultivo para consumo pessoal ''se elimina a compra ilegal, o narcotráfico, e se reduz o negócio dos narcotraficantes''.
O projeto não especifica a quantidade que uma pessoa poderia cultivar para seu consumo ou para fins terapêuticos, o que segundo Lagos Weber deve ser discutido durante a tramitação legislativa.
A proposta afirma que ''estará isento de responsabilidade penal a pessoa que cultive em seu domicílio espécies do gênero cannabis sativa, sempre que seja para seu consumo pessoal e/ou uso terapêutico''.
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