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Oração pelas vítimas do massacre de Colorado: o debate é um tema constante nos Estados Unidos, que já viveu muitas tragédias parecidas com a de Aurora no passado
Aurora - "Se eu estivesse lá, o teria matado". Essa é a frase recorrente dos defensores do porte de armas, que defendem a tese de que, se houvesse alguém armado no cinema de Aurora, o número de mortos no massacre desencadeado por James Holmes teria sido menor.
"Não acho que o direito de portar armas tenha criado o problema. De fato, se tivesse alguém com uma arma lá, isso poderia ter reduzido o dano. Se eu estivesse lá, teria detido parte do dano", declarou John Oberly, um treinador de rúgbi de 51 anos, que pratica tiro ao alvo.
O pensamento de Oberly é compartilhado por muitos comentaristas que defendem a "Segunda Emenda da Constituição", que garante o direito de portar armas.
Oberly falou com a AFP enquanto comprava munição em uma das muitas lojas de armas de Aurora, um subúrbio de Denver. Localizada entre uma cafeteria e um restaurante mexicano, o lugar tem a aparência de uma loja de departamentos.
Dedicada principalmente aos aficionados da caça, com uma decoração marcada por animais empalhados, a loja oferece fuzis, pistolas, munições, trajes e artigos de acampamento.
Uma menina de 5 ou 6 anos experimenta um rifle. "Querida, esse é muito grande para você. Vamos procurar outro", diz a mãe.
"Os defensores das armas estão dizendo que, se tivesse alguém (no cinema) portando armas, o massacre não teria ocorrido", afirmou à AFP Eileen McCarron, do Colorado Ceasefire Capitol Fund, que defende um maior controle de armas.
"O cinema estava no escuro, havia cerca de 200 pessoas dentro e o atacante usou gases. Não havia como outra pessoa armada fazer nada, a não ser matar mais inocentes", argumentou.
O debate é um tema constante nos Estados Unidos, que já viveu muitas tragédias parecidas com a de Aurora no passado.
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