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Wikileaks | 17/08/2012 20:40

Saga de Assange ofusca causa da liberdade de expressão

Alguns ativistas da liberdade de expressão argumentam que o fundador do WikiLeaks se perdeu no caminho e está prejudicando a causa

Daniel Munoz/Reuters

Apoiadores de Julian Assange em Sydney, na Austrália

Apoiadores de Julian Assange em Sydney, na Austrália: fundador do Wikileaks cria impasse jurídico internacional

Londres - Os defensores de Julian Assange fora da embaixada do Equador em Londres dizem que ele está sendo perseguido por dizer a verdade aos poderosos, mas outros ativistas da liberdade de expressão argumentam que o fundador do WikiLeaks se perdeu no caminho e está prejudicando a causa.

O australiano está há oito semanas refugiado na embaixada do Equador, para evitar que a Grã-Bretanha o extradite para a Suécia, onde é investigado por supostos crimes sexuais.

Uma dúzia de ativistas, envolvidos em causas como liberdade na Internet e combate ao capitalismo, mantinham uma vigília na sexta-feira em frente à embaixada, abastecidos com pizzas enviadas por um simpatizante anônimo do WikiLeaks no Canadá.

"Na minha humilde opinião, eles gostam de calar as pessoas, e não me surpreenderia se ele (Assange) fosse morto. Assange está se mantendo longe das janelas da embaixada, e não o culpo", disse a ativista Tammy, integrante do movimento anticapitalista 'Ocupe'.

Assange diz que a Suécia seria uma mera escala numa posterior extradição para os EUA, onde ele teme ser condenado à morte. Em 2010, ele irritou o governo norte-americano ao divulgar pelo WikiLeaks milhares de documentos diplomáticos sigilosos.

Os EUA negam ter solicitado a extradição de Assange.

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