Aguarde...
EspionagemGoogle pede a tribunal dos EUA para publicar dados
PílulaCom recall no exterior, Cilest não é vendido no Brasil
PazEUA vão se reunir com Taleban para falar sobre Afeganistão
VazamentoJulgamento de Manning em recesso de uma semana
EsforçosPutin impede tentativa do G8 de derrubar Assad
JustiçaJustiça italiana pede julgamento sobre Operação Condor
ArgentinaEstádio mudará de nome em homenagem a Cristina Kirchner
ProfissionaisCuba quer aumentar exportação de médicos
Delegados durante sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU em Genebra: dos 47 membros do conselho, 41 votaram a favor
Genebra - A China e a Rússia voltaram a boicotar nesta sexta-feira no Conselho de Direitos Humanos da ONU a sétima resolução de condenação à Síria pela repressão exercida pelo regime de Bashar al Assad contra a população.
A resolução foi apresentada pelos Estados Unidos e a Turquia. Dos 47 membros do conselho, 41 votaram a favor, três se abstiveram e três votaram contra.
Ao apresentar a resolução, o embaixador turco nas Nações Unidas em Genebra, Oguz Demiralp, lembrou que 'a proporção da violência e a brutalidade na Síria alcançaram níveis inimagináveis, com a ocorrência, entre outras coisas, de mortes deliberadas de mulheres e crianças'.
A embaixadora americana, Eileen Chamberlain Donahoe, denunciou 'os bombardeios aéreos, os assassinatos em massa, as execuções sumárias, a tortura, incluindo abusos sexuais, e outras atrocidades cometidas pelo regime', e lembrou que o governo sírio ignora o Conselho de Segurança e ao plano do enviado especial para o país, Kofi Annan.
Eileen fez um apelo aos membros das Forças Armadas sírias: 'Não deixem que Assad abuse de sua lealdade nacional'.
A Rússia pediu que a resolução incluísse uma emenda que condenasse 'os atos de terrorismo na Síria'. A emenda foi apoiada publicamente pela China, Cuba e Angola, que destacaram a necessidade de denunciar e condenar o terrorismo em qualquer lugar no mundo. A emenda foi apoiada por oito delegações, seis se abstiveram e 33 a rejeitaram.
O embaixador sírio no conselho, Faisal Al-Hamwi, lamentou a decisão, e assinalou sua absoluta surpresa pelo fato de que o texto não faça nenhuma menção à violência exercida pelos grupos armados da oposição, apesar das denúncias da Comissão de Investigação e de Kofi Annan.
A resolução de hoje reitera o que já dito em ocasiões anteriores, ao condenar os atos violentos e apoiar a missão de Annan, que na prática está suspensa pois nenhum de seus pontos foi cumprido.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados