Aguarde...
DiscursoObama se afasta de escândalos e tratará drones e Guantánamo
RússiaPaul McCartney pede liberdade condicional para Pussy Riot
GuerraHezbollah perdeu 75 combatentes na Síria
MonteJaponês de 80 anos escala o Everest e bate recorde mundial
TerrorismoPelo menos 10 são mortos em atentados em Níger
ConflitoKerry inicia negociações com Israel e palestinos
AtentadoGrupos muçulmanos condenam assassinato de soldado em Londres
TestesIrã pretende acelerar atividade nuclear, diz ONU
Candidato republicano à Presidência, Mitt Romney, chega à comício de campanha em Miami, na Flórida
Washington - As últimas semanas foram terríveis para o candidato republicano a presidente dos EUA, Mitt Romney.
Uma convenção partidária morna, uma resposta precipitada à crise no Oriente Médio, relatos de divergências internas na campanha e um vídeo gravado secretamente no qual Romney desqualifica quase metade do eleitorado deixaram sua equipe abatida e levaram muitos republicanos a temerem uma surra nas urnas em 6 de novembro.
E não é só isso.
O presidente Barack Obama, democrata, abriu uma ligeira vantagem sobre Romney nas pesquisa nacionais, e novos levantamentos indicam que Obama tem uma vantagem significativa onde mais importa: Ohio, Virgínia e Flórida, os mais cobiçados entre nove Estados considerados indefinidos, e que são cruciais para reunir os 270 votos necessários para a vitória no colégio eleitoral.
Então, a sete semanas da eleição, isso significa que está tudo acabado para Romney? Ainda não. Apesar das grafes em série e das muitas dúvidas sobre a sua campanha, o ex-governador de Massachusetts continua ao alcance do presidente.
Há três debates presidenciais em outubro, e Romney há várias semanas vem deixando de lado os compromisso de campanha a fim de se preparar para esses duelos, nos quais pretende provar ao eleitorado que está mais qualificado do que o rival para comandar uma recuperação econômica.
Obama continua vulnerável a esse discurso, porque o desemprego se mantém elevado, em 8,1 por cento, a economia não está decolando, e um grande número de eleitores considera que os EUA estão no caminho errado.
"Romney acaba de sair de um dos piores meses na política presidencial na memória recente, e ainda está por aí", disse o estrategista republicano Rich Galen. "Se eu fosse um dos caras do Obama em Chicago, estaria pensando: ‘O que é preciso para se livrar desse cara? Ele não vai embora.'" Romney, no entanto, também enfrenta enormes desafios.
As pesquisas mostram que a maioria dos norte-americanos sente que Obama se identifica mais com seus problemas do que Romney, um ex-executivo do setor financeiro, dono de uma fortuna estimada em até 250 milhões de dólares.
Humanizar Romney foi uma das maiores preocupações da convenção republicana, mas esse efeito parece ter sido efêmero. E o vídeo recém-divulgado parece ter contribuído com a imagem dele traçada pelos democratas, como um político elitista e alheio aos problemas das pessoas comuns.
Na gravação, feita em maio num evento privado com doadores ricos, Romney diz que 47 por cento dos eleitores votarão em Obama de qualquer maneira, porque se consideram vítimas do sistema, não pagam impostos federais e dependem excessivamente de ajudas governamentais.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados