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Mitt Romney: ''Poremos fim à cultura da dependência e restauraremos a cultura do trabalho duro''
Washington - O pré-candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, acusou nesta terça-feira o líder americano e aspirante à reeleição, Barack Obama, de fomentar ''uma cultura da dependência'' ao ''estripar'' a reforma da seguridade social que condicionava as ajudas sociais à busca ativa de emprego.
''Se eu for presidente, porei de novo o trabalho dentro da previdência social. Poremos fim à cultura da dependência e restauraremos a cultura do trabalho duro'', explicou Romney em um ato de campanha em Elk Groove Village, em Illinois, visando a eleição de novembro.
O ex-governador de Massachusetts se referia à lei de reforma do sistema de previdência social aprovada em 1996 pelo presidente Bill Clinton (1993-2001) e por um congresso dividido, que exigia que para receber os cheques da previdência se credenciasse a preparação e busca ativa de trabalho.
Segundo Romney e sua equipe de campanha, a condição foi eliminada por Obama ao aprovar, em julho passado, a possibilidade de eliminar esta exigência para estados que busquem maior flexibilidade na aplicação do programa conhecido como ''Assistência Temporária para Famílias Necessitadas'' (TANF, em inglês).
Em uma nova propaganda eleitoral, o pré-candidato republicano expressou seu compromisso de restaurar essas condições e criticou Obama por tentar ''reverter a conquista eliminando o requisito do trabalho no seguro social''.
Por sua parte, o porta-voz da Presidência, Jay Carney, negou as acusações que qualificou de ''categoricamente falsas e descaradamente desonestas''.
''O anúncio é particularmente degradante porque o próprio governador Romney, junto a outros 28 governadores republicanos, apoiou políticas que teriam eliminado os limites de tempo determinados pela reforma da previdência social, permitindo as pessoas a permanecerem no seguro social para sempre'', acrescentou Carney.
Romney criticou reiteradamente as ''errôneas'' políticas econômicas da administração Obama que, segundo sua opinião, potencializam a ampliação do gasto público e controles por parte do governo e deixam de lado a iniciativa privada.
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