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Rio 20 ocorre duas décadas depois da Conferência Eco 92, também no Rio
Brasília – Na 32ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), em Buenos Aires, na Argentina, um dos temas discutidos foi a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, marcada para ocorrer em junho, no Rio de Janeiro.
Representantes dos 33 países da América Latina e do Caribe ratificaram a necessidade de fixar como meta para os próximos anos a erradicação da fome, com a adoção de políticas de desenvolvimento sustentável integradas à chamada economia verde, temas da Rio+20.
A secretária nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Maya Takagi, disse à Agência Brasil que, na Rio+20, haverá uma arena social com 18 mesas de discussões destinadas exclusivamente ao tema. Representantes da sociedade civil e organizações não governamentais também participarão dos debates.
“Cada um dos países presentes apresentará suas propostas sobre políticas sociais baseadas na associação de ações para o desenvolvimento sustentável, a erradicação da pobreza e da fome, e o desenvolvimento econômico”, disse Maya.
No documento Metas do Milênio, da Organização das Nações Unidas (ONU), os líderes políticos elencaram alguns compromissos considerados prioritários, como acabar com a fome e a pobreza, investir na universalização da educação básica de qualidade e criar políticas de igualdade entre sexos e de valorização da mulher.
Outros pilares do documento são os compromissos de redução da mortalidade infantil, de melhoria da saúde das grávidas, combate à aids e à malária e de respeito ao meio ambiente.
A expectativa é que a Rio+20, de 13 a 23 de junho, reúna cerca de 100 chefes de Estado e de Governo. Até o momento, 80 presidentes e primeiros-ministros confirmaram presença, segundo os organizadores da conferência. São esperados 50 mil credenciados.
A Rio+20 ocorre duas décadas depois da Conferência Eco 92, também no Rio. O objetivo agora é definir um modelo internacional para os próximos 20 anos com base na preservação do meio ambiente, priorizando a melhoria da qualidade de vida a partir da erradicação da pobreza, por meio de programas sociais, a economia verde e o desenvolvimento sustentável para uma governança mundial.
Trabalhar pelo sucesso da conferência é prioridade que a presidenta Dilma Rousseff definiu para ministros e assessores. Esta semana, na 4ª Cúpula do Brics (acrônimo que representa os emergentes Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), em Nova Delhi, na Índia, Dilma convidou os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev; da China, Hu Jintao; e da África do Sul, Jacob Zuma; além do primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh, para que marquem presença na Rio+20.
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