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Rua de Bagdá completamente destruída: a maioria das vítimas (71%) trabalhava em projetos de reabilitação ou desenvolvimento das infraestruturas do país
Washington - Ao menos 719 pessoas, que participavam de projetos de reconstrução e estabilização do Iraque financiados pelos Estados Unidos, foram mortas durante o conflito entre 2003 e 2010, segundo um relatório do observatório público americano divulgado nesta sexta-feira.
"Este número inclui 318 americanos (militares, funcionários federais e funcionários de empresas privadas), 271 iraquianos, onze de outras nacionalidades e 19 de nacionalidade desconhecida", indica neste relatório a SIGIR, Inspetoria Geral Especial para a Reconstrução do Iraque.
O período avaliado vai de 1º de maio de 2003 e 31 de agosto de 2012, quando os Estados Unidos decretaram o fim das operações de combate e da operação Iraqi Freedom. Durante esse período, os Estados Unidos injetaram cerca de 60 bilhões de dólares em projetos de reconstrução e de estabilização do país, de acordo com a SIGIR.
Este número é visivelmente inferior ao número de mortes real, informa o relatório, que acrescenta não existir nenhuma base central de dados.
Os iraquianos (38% das vítimas constatadas) e os militares americanos (37%) pagaram o mesmo preço pelas operações de reconstrução, segundo a SIGIR.
A maioria das vítimas (71%) trabalhava em projetos de reabilitação ou desenvolvimento das infraestruturas do país, 20% trabalhavam na formação da polícia iraquiana e 8% na formação do Exército iraquiano.
Foram mortos no conflito 4.409 militares americanos.
O Exército americano iniciou sua retirada do Iraque em dezembro de 2011 depois de nove anos de presença, e não conseguiu a permissão de Bagdá para manter um contingente limitado, após o final de 2011.
A Embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, no entanto, é a maior do mundo com mais de 12.000 pessoas em abril, abriga a maioria dos funcionários de empresas privadas e organiza o treinamento da Polícia no Iraque.
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