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Hugo Chávez discursa durante sua campanha: o relatório também destaca que o declínio do jornalismo venezuelano tem implicações importantes para a América Latina
Nova York - O enfraquecimento dos meios de comunicação privados na Venezuela devido ao assédio do presidente Hugo Chávez tem como resultado uma autocensura da imprensa e a falta de cobertura de temas cruciais para o país, segundo um relatório do Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).
O estudo intitulado "Meios privados venezuelanos se enfraquecem sob o assédio de Chávez" foi apresentado nesta quarta-feira, em Nova York, e é o quarto e o mais crítico realizado pelo CPJ sobre a situação da imprensa na Venezuela desde a chegada ao poder do atual presidente, em 1999.
"O desmantelamento gradual da imprensa crítica na Venezuela nos últimos 13 anos, junto com campanhas de desprestígio nos meios de comunicação estatais e decisões judiciais que permitem a censura, é uma perda notável para os cidadãos que precisam de informações profundas, e não de propaganda", disse Carlos Lauría, coordenador do Programa das Américas do CPJ.
Segundo o relatório, o governo de Chávez "utilizou uma variedade de leis, ameaças e medidas reguladoras para enfraquecer, de maneira gradual, a imprensa independente enquanto erguia um império midiático estatal".
"Para evitar possíveis multas ou inclusive penas de prisão, muitos jornalistas e meios de comunicação decidiram censurar sua própria cobertura informativa", afirma, mencionando casos nos quais a imprensa precisou se retratar ou não fazer a cobertura de um fato, por exemplo, a suposta poluição de um rio.
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