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Rebeldes sírios pisam em um retrato do presidente Bashar al-Assad: a violência nesta terça-feira ocorre após uma segunda-feira sangrenta, com a morte de 167 pessoas
Alepo - O regime sírio mencionou nesta terça-feira a possibilidade de negociar uma renúncia do presidente Bashar al-Assad para pôr fim ao conflito com a rebelião, enquanto fortes bombardeios e combates eram registrados em Alepo, segunda maior cidade da Síria.
Em Moscou, o vice-primeiro-ministro sírio, Qadri Jamil, levantou nesta terça-feira a possibilidade de negociar a renúncia do presidente Bashar al-Assad para pôr fim ao conflito com a rebelião que assola o país.
"Fazer da renúncia uma condição para manter um diálogo significa que jamais se poderá haver tal diálogo. Mas, nas negociações, pode-se falar de qualquer problema. Estamos dispostos, inclusive, a falar sobre este ponto", afirmou Jamil em declarações traduzidas para o russo, após um encontro com o ministro das Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov.
Os Estados Unidos, os países europeus e o mundo árabe pediram em diversas oportunidades que o presidente sírio saia do poder. Washington reiterou este apelo na segunda-feira.
Pouco depois, Lavrov declarou que os esforços de Damasco para pôr fim à violência ainda são insuficientes, ressaltando que não há outra solução, a não ser continuar por este caminho.
Moscou continua sendo o maior aliado do regime sírio e vetou em três oportunidades ao lado de Pequim resoluções do Conselho de Segurança ameaçando Damasco com sanções.
Enquanto isso, pelo menos 24 pessoas foram mortas em todo o país, entre elas mulheres e crianças em Alepo, enquanto o regime manteve seus ataques contra áreas rebeldes um dia depois de o presidente americano, Barack Obama, ter alertado Damasco sobre seu arsenal de armas químicas.
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