Cairo - Os rebeldes do Exército Livre Sírio (ELS) asseguraram nesta quinta-feira que assumiram o controle de "quase a metade" de Aleppo, capital econômica da Síria e palco de intensos combates entre as forças do regime do presidente Bashar al Assad e soldados desertores.

O comandante-em-chefe do ELS em Aleppo, o coronel Abdulyabar Akidi, informou à Agência Efe que os insurgentes conseguiram assegurar o controle vários bairros, como Al Sukari, Al Sajur, Salah ad-Din e Tariq al Bab, os mesmos que foram bombardeados hoje de forma intensa pelo exército do regime, que tenta recuperá-los.

Akidi acrescentou que reforços militares chegam em Aleppo a todo momento (norte), enquanto os confrontos entre as duas partes se intensificam ao redor dos distritos sob domínio do ELS.

Segundo Akidi, as tropas do presidente, Bashar al Assad, empregaram uma grande ofensiva contra os bairros de Al Sajur e Tariq al Bab. Nestas áreas, as forças de segurança usaram artilharia, helicópteros de guerra e caças Mig 21 de fabricação russa.

Diante deste contexto, Akidi acrescentou que os rebeldes controlam todas as delegacias de polícia localizadas nos bairros sob seu comando, assim como um centro logístico utilizado pelo Exército governamental para armazenar alimentos.

No entanto, o comandante-em-chefe do ELS em Aleppo lamentou a escassez de alimentos e outros produtos na cidade, assim como a ausência de hospitais para tratar os feridos.

Em Damasco, os grupos opositores informaram sobre confrontos entre combatentes do ELS e forças governamentais em diferentes áreas, além dos constantes bombardeios.

Ontem, o sub-secretário geral para operações de paz da ONU, Hervé Ladsous, reconheceu que os observadores possuem uma dura missão na Síria. Devido à deterioração da segurança no país e ao aumento da violência, metade do contingente dos observadores já deixou o país árabe.

O novo chefe da Missão de Supervisão da ONU na Síria (UNSMIS), o senegalês Babacar Gaye, que também chegou à Síria nesta semana, prometeu exercer todos os esforços para "ajudar a aliviar o sofrimento dos sírios".

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