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Rebelde sírio patrulha a fortaleza síria em 28 de junho de 2012: "este patrimônio histórico é propriedade de todos os sírios", defendeu opositor
Krar de Chevaliers - Protegidos pela escuridão da noite, cinco rebeldes sírios cruzam em três motos o caminho que leva ao Krak des Chevaliers, uma fortaleza do tempo das cruzadas que defendem a todo custo contra o exército de Bashar al-Assad.
O percurso acontece ao som das explosões, em uma estrada cheia de buracos, que os tanques e a artilharia bombardeiam sem parar.
É a primeira vez, desde o início da revolta contra o regime de Assad, há quase 16 meses, que um jornalista consegue ter acesso a esta região da província de Homs, no centro da Síria.
Para chegar lá foi preciso superar três postos de controle do exército sírio que sitia a região e vários povos alauitas favoráveis ao regime situados perto da fortaleza.
"Só temos armas leves, mas fazemos todo o possível para proteger a cidadela. Este patrimônio histórico é propriedade de todos os sírios", explica Jodr, um estudante de 22 anos que leva um fuzil kalashnikov.
"O regime não se importa com a proteção desta zona histórica. Atacam de forma contínua a cidadela e nosso dever é protegê-la", explica outro combatente à paisana que vigia a muralha e mostra destroços de um obus ainda fumegante.
O Krak des Chevaliers, situado no alto de uma colina de encostas íngremes, é um castelo construído no ano 1031 pelos Abássidas, mas foi Tancredo, o regente de Antióquia, quem se amparou nele em 1110 durante a primeira cruzada.
No ano 1142 foi cedido à Ordem dos Hospitalários, que construiu vários edifícios defensivos, e foi também nesta época que recebeu o nome de Krak des Chevaliers.
Saladino, apesar de suas vitórias contra os cruzados, nunca pôde se amparar no forte até ele ser conquistado, em 1271, pelos mamelucos.
Há um ano, os moradores sunitas disseminados na região se levantaram contra o regime que domina a Síria há meio século e se ampararam nesta "Qalaat al Hosn" ("fortaleza inconquistável", em árabe).
Desde então, entre quatro e dez franco-atiradores, apelidados de "fantasmas" pelos habitantes, vivem no castelo e recebem suprimentos de seus camaradas.
Até o momento, o edifício não sofreu danos graves, mas a guerra prossegue cem metros abaixo.
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