Aguarde...
UniãoHollande assina lei que autoriza casamento homossexual
FraudeEx-milionário ganha US$ 40 por mês limpando na prisão
VenezuelaCapriles lembra que voto é secreto e rebate ameaça de Maduro
AcidentePelo menos 20 feridos em colisão de trens nos EUA
PretensõesPresidente colombiano anuncia que será candidato à reeleição
H7N9 Mortos por gripe aviária na China já chegam a 36, diz OMS
SustoHomem armado dispara e assusta atores no Festival de Cannes
ArmamentoRússia enviou mísseis antinavio à Síria, dizem EUA
ArgentinaExposição no Vaticano homenageia o país do papa
GovernoMaduro completa um mês à frente de uma Venezuela em crise
Bandeira do movimento gay: No Marrocos, as liberdades sexuais se transformaram em um assunto difícil de ser abordado até nos artigos de imprensa
Rabat - A proibição de escala de um ''cruzeiro gay'' no porto marroquino de Casablanca, somada à polêmica das supostas ameaças de um imame contra um jornalista de tendência liberal, voltam a levantar o debate sobre liberdade sexual no Marrocos.
No último fim de semana, a companhia americana RSVP Vacations, especializada em turismo homossexual, informou a seus clientes que o cruzeiro ''Nieuw Amsterdam'', que contava com 1.569 passageiros gays e 869 tripulantes, não poderia mais fazer escala em Casablanca. Isso porque as autoridades locais cancelaram a autorização que haviam emitido à companhia previamente.
Até o momento, nenhuma fonte oficial explicou os motivos desta proibição. Mas, no Marrocos, a homossexualidade é punida com pena de 6 meses a 3 anos de prisão (artigo 489 do Código Penal), e o tema é um dos tabus mais polêmicos na sociedade.
Em carta, a companhia RSVP indica que o Marrocos demonstrou uma ''tolerância histórica de boas-vindas ao turismo gay'', mas o certo é que a homossexualidade no país ainda representa riscos para aqueles que assumem gostar de pessoas do mesmo sexo. Essas pessoas, em geral, acabaram estabelecendo residência na França ou na Espanha.
Em uma sociedade cada vez mais conservadora, as liberdades sexuais se transformaram em um assunto difícil de ser abordado até nos artigos de imprensa, nas tribunas políticas e, é claro, nos púlpitos das mesquitas.
Que o diga o jornalista Mokhtar Laghzioui, do jornal ''Al Ahdath Al Maghribiya''. Ele foi ameaçado por um imame da cidade oriental de Uxda por ter se manifestado a favor da liberdade sexual em um debate público, inclusive ao falar de sua mãe, filha e irmã.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados