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Novo presidente do Paraguai, Federico Franco: A deputada argentina Araceli Ferreyra qualificou de ''absolutamente inviável'' uma reunião com Franco
Assunção - Deputados e representantes da esquerda de Brasil, Argentina e Uruguai, de visita em Assunção, se recusaram a reunir-se nesta segunda-feira com o presidente do Paraguai, Federico Franco, e reiteraram seu repúdio ao ''golpe de Estado'' contra Fernando Lugo.
A delegação, que seu anfitrião no Paraguai, o deputado Ricardo Canese, havia anunciado na semana passada, esteve neste fim de semana com Lugo, quando se completou um mês de sua cassação.
Tanto os nomes dos membros da delegação como o programa de reuniões anunciado à imprensa por Canese foram variando sistematicamente, incluindo a reunião com Franco, prevista na agenda oficial da Presidência.
''Eles retornaram a seus países porque não teriam tempo. Eles pediram para suspender'', disse à Agência Efe uma porta-voz presidencial, embora nessa mesma hora a comitiva estivesse na sede da Corte Suprema reunindo-se com seu presidente, Víctor Núñez.
A imprensa paraguaia citou Canese explicando que a reunião carecia de sentido depois da decisão do Tribunal Permanente do Mercosul, que no sábado passado rejeitou o recurso apresentado pelos paraguaios para anular a suspensão do país do bloco e a entrada da Venezuela.
''Os companheiros visitantes não aceitaram reunir-se com Federico Franco porque não o reconhecem'' como presidente, disse depois à Efe, detalhando que a delegação visitante não é do Parlamento do Mercosul, como afirmou anteriormente, mas ''uma delegação de parlamentares do Mercosul, dos Parlamentos nacionais''.
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