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Eleições | 02/07/2012 16:23

Peña Nieto, a imagem de um PRI renascido

Com seu impecável topete e seu rosto de galã de telenovela, teve que lutar durante sua campanha para se desvincular dos velhos rótulos de corrupto e autoritário

Pablo Pérez, da

©AFP / Johan Ordonez

O novo presidente mexicano Enrique Peña Nieto discursa após os primeiros resultados oficiais das eleições

Enrique Peña Nieto: "O passado já está escrito, mas a partir de hoje temos esta nova luz, temos a oportunidade de escrever uma nova página na história do México", disse Nieto

México - Enrique Peña Nieto, que segundo os resultados preliminares é o virtual vencedor das eleições presidenciais do México, realizadas no domingo, é o produto mais carismático do partido que governou durante 71 anos e ao qual tenta dar uma imagem de modernidade, apesar de alguns de seus opositores o criticarem por um passado autoritário e corrupto.

Com um rosto que atrai as mulheres e encenações bem ensaiadas em seus atos de campanha, este graduado em Direito com mestrado em Administração de empresas de 45 anos será o novo dirigente do país.

Um resultado preliminar oficial mostrava nesta segunda-feira que, com 92,26% das urnas apuradas, Peña Nieto obtinha 37,89% dos votos, à frente de López Obrador, com 31,85%, e de Josefina Vázquez Mota, com 25,46%.

Nascido em uma família de tradição política em Atlacomulco, município situado no estado do México (centro) e base de um importante grupo de poder do PRI, Peña Nieto nutre há anos uma imagem de "presidenciável".

Três de seus parentes foram governadores do estado do México, todos eles do PRI, partido ao qual se afiliou aos 18 anos.

Através de Arturo Montiel, que o precedeu no governo do México (2005-2011) e a quem, uma vez nesse cargo, exonerou das acusações de corrupção que pesavam sobre ele, foi subindo postos no partido político até chegar a secretário de Administração do governo de seu mentor (2000-2002).

Peña Nieto formou seu próprio grupo político, os "Golden Boys", e em 2003 conquistou seu primeiro cargo de eleição popular ao obter um assento no Congresso estatal, mas ocupou o posto por apenas por dois anos, já que em 2005 o deixou para se candidatar ao governo de seu estado natal, o mais povoado do país.

Depois de conquistar uma vitória contundente, começou a aparecer como o candidato ideal de um PRI dividido e desacreditado que ficou em terceiro lugar na eleição presidencial de 2006.

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