São Paulo - O centro e o Parque do Ibirapuera, na zona sul, não devem ser os únicos cartões-postais de São Paulo fechados para os automóveis no domingo, o Dia Mundial Sem Carro. Cerca de 3,5 mil pessoas de 50 coletivos sociais prometem bloquear um sentido da Avenida Paulista para uma "ação educativa", destinada a discutir a mobilidade na capital paulista.

Quadra de basquete, parquinho infantil de material reciclado, piscina de bolinhas e área para piqueniques e para ioga são algumas das atrações prometidas por coletivos como Matilha Cultural, Tsunami e +Voz, unidos para o ato, que ganhou o nome de "Se a Paulista Fosse Minha". Segundo um dos organizadores da Virada da Mobilidade, Edson Silva, esses dispositivos ficarão montados na pista sentido Consolação, em dois quarteirões na região do Museu de Arte de São Paulo (Masp).

"Há alguns meses, em reunião com a Secretaria de Transportes, foi sugerido pelo próprio poder público que nós fizéssemos uma ocupação com os coletivos na Avenida Paulista, para o Dia Mundial Sem Carro", diz Silva, que também integra o movimento SampaPé. "Mas qual não foi a nossa surpresa quando, nesta semana, faltando poucos dias para a ação, recebemos uma nota informando que a Paulista não poderia ser mais utilizada." A alegação é de que faltaria contingente da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para desvios no trânsito.

O problema é que os coletivos já foram mobilizados e provavelmente não se importarão de ir para a Paulista com suas atividades mesmo sem o aval da gestão Fernando Haddad (PT). "Eles vão para a rua, vão fazer a ação e a pergunta que fica é: o poder público vai deixar de participar dessa oportunidade de discutir a cidade?"

Outro dos organizadores que haviam sido impelidos a convocar os coletivos, Marcio Nigro, criador do site Caronetas, afirma que o evento será pacífico. Nas conversas que tiveram com a Secretaria de Transportes, eles garantem que ficou acertado que o evento acontecerá das 10 às 22 horas.

O secretário municipal dos Transportes, Jilmar Tatto, foi interpelado por Silva e Nigro nessa quinta-feira, 19, durante um evento sobre mobilidade na zona sul, mas se esquivou de falar no assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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