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Em 2007, o índice de participação alcançou o nível mais baixo desde a legalização do multipartidarismo em 1989, com 36%
Argel - A participação de 42,9% registrada nas eleições legislativas argelinas realizadas nesta quinta-feira representa para as autoridades argelinas o respaldo da população ao processo de reformas políticas conduzido pelo presidente Abdelaziz Bouteflika para frear a influência das revoltas populares árabes.
"Esta notável participação traduz o alto senso de civismo e de nacionalismo do povo argelino. O povo superou um grande desafio e reafirmou a determinação de levar o destino em suas mãos com uma eleição soberana", disse hoje o ministro do Interior Daho Ould Kabilia.
As autoridades, com Bouteflika à frente, haviam insistido repetidas vezes na necessidade de votar em massa para demonstrar que os argelinos desejam uma mudança pacífica e não uma revolta popular, como as ocorridas em 2011 na Tunísia, no Egito e na Líbia.
"O tema da participação lhes importa muito", confirmou à Agência Efe a eurodeputada espanhola Inés Ayala depois de se reunir com vários responsáveis argelinos e pouco antes do fechamento dos colégios eleitorais.
A este respeito e apenas dois dias antes do pleito, Bouteflika tinha assegurado que "a credibilidade do país está em uma balança", as mesmas palavras com as quais o canal de televisão estatal inaugurou a cobertura das eleições, dedicada exclusivamente a encorajar à participação.
Em 2007, o índice de participação alcançou o nível mais baixo desde a legalização do multipartidarismo em 1989, com 36%.
Já outros líderes políticos, como o secretário-geral do partido governamental Frente de Libertação Nacional, Abdelaziz Beljadem, haviam indicado que considerariam suficiente uma participação de 45%.
A este dado de participação é preciso acrescentar que a transparência do processo foi elogiada, tanto pela administração, como pelos partidos e pelos observadores da União Europeia (UE).
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