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Kirchner, Dilma e José Mujica: o presidente do Uruguai declarou que, com a incorporação da Venezuela, a região está começando a escrever outra página de sua história
Brasília - O presidente do Uruguai, José Mujica, afirmou nesta terça-feira que a América do Sul vive "um momento histórico" com enormes desafios, durante a cúpula extraordinária do Mercosul em Brasília para formalizar a incorporação da Venezuela ao bloco.
"Nunca tivemos uma oportunidade como esta", manifestou Mujica em uma coletiva de imprensa com seus colegas do Brasil, Dilma Rousseff, da Argentina, Cristina Kirchner, e da Venezuela, Hugo Chávez, após a reunião privada que realizaram na capital brasileira.
"É agora ou nunca e o desafio é enorme", insistiu Mujica, segundo o qual na América Latina "houve homens grandes, gigantescos por sua visão" política, mas muitas vezes fracassaram porque o pêndulo da história não os acompanhou, mas agora a situação é diferente.
Segundo o presidente, "hoje há uma força de caráter histórico que colabora e em nossa América começamos a encontrar vontade política como nunca houve".
O presidente do Uruguai declarou que, com a incorporação da Venezuela ao Mercosul, a região está começando a escrever outra página de sua história em meio à crise mundial que afeta especialmente os países ricos.
"O mundo teve uma reviravolta insuspeitada", disse Mujica antes de assinalar que, enquanto "o mundo industrial está em crise", América Latina está se "saindo bastante bem" na conjuntura internacional adversa, o que atribuiu aos "acertos de nossas políticas".
O único ausente na cúpula extraordinária é o Paraguai, um dos quatro membros fundadores do Mercosul, que foi suspenso do bloco em 22 de junho, devido à destituição do presidente Fernando Lugo, que foi substituído por seu vice-presidente, Federico Franco.
Antes da reunião do Mercosul, Mujica se reuniu separadamente com Rousseff, com quem acordou a criação de um Grupo de Alto Nível e o esboço de um Plano de Ação para o Desenvolvimento Sustentável e a Integração com projetos específicos para elevar a relação bilateral a um "novo paradigma".
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