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O primeiro-ministro afirmou que em 2013 a Grécia poderá voltar ao crescimento positivo
Atenas - O primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, prometeu nesta quarta-feira 'reformas estruturais' que ajudem o país a sair da crise e começar a crescer em 2013, mas sem cortes salariais nem de aposentadorias e sem altas de impostos.
'Não planejamos mais reduções nos salários ou nas pensões nem incrementos de impostos', disse o chefe de governo e ex-vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE) durante um discurso na 22ª conferência sobre economia grega da Câmara de Comércio Heleno-Americano.
Papademos reconheceu que, devido à incidência da crise no país, a economia real se encontra em 'um estado lamentável' e que, vítima da recessão, o Produto Interno Bruto (PIB) grego se contrairá neste ano acima do 5,5% previsto.
Mesmo assim, o primeiro-ministro afirmou que em 2013 a Grécia poderá voltar ao crescimento positivo, depois que, de acordo com as previsões, a economia grega se contrair 2,8% em 2012 - um prognóstico que alguns analistas e políticos gregos consideram agora otimista demais.
Porém, para isso serão necessárias 'reformas estruturais' no mercado de trabalho e no setor público, advertiu Papademos, para que o país realize uma 'transição' a um 'novo modelo de crescimento baseado na produção de qualidade'.
O primeiro-ministro prometeu que será aberta à concorrência a profissões 'fechadas' (como a de taxista e tabelião) e que a evasão fiscal será combatida.
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