Os países ocidentais pressionaram as facções que disputam o poder na Líbia, neste sábado, para que cheguem a um acordo para formar um governo de unidade nacional no país, em meio ao avanço do grupo Estado Islâmico (EI), que aproveitou o caos para se instalar.

Na saída da Conferência Anual de Segurança em Munique, no sul da Alemanha, o novo ministro francês das Relações Exteriores, Jean-Marc Ayrault, considerou que o governo de união nacional líbio deve assumir suas funções sem demora.

"Não há mais tempo a perder para que esse governo de união nacional possa assumir suas funções e se instalar em Trípoli em total segurança", comentou.

Ayrault reiterou que a instalação de um novo governo é do interesse do povo líbio, dos países da região e da Europa.

"Aqueles que, em título individual - porque existem -, se opuserem a este processo (...) podem ser sancionados. Neste ponto, as coisas estão claras", defendeu o ministro francês.

"O que acontece a algumas centenas de quilômetros da Itália não pode não importar para a Alemanha, ou para a Europa", disse, por sua vez, o ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, em nota divulgada neste sábado.

Também participaram desse encontro sobre o futuro da Líbia o secretário de Estado americano, John Kerry, e os ministros das Relações Exteriores de Grã-Bretanha, Egito e Itália, além de representantes da União Europeia e da ONU.

O representante do Parlamento líbio reconhecido pela comunidade internacional, Aguila Saleh, também compareceu à reunião. Esta instância estabeleceu até domingo para conseguir um governo de unidade.

"O momento das manobras táticas já passou. Agora, é a hora de a Líbia mostrar que é responsável", defendeu, acrescentando que seu país e os sócios europeus estão dispostos a ajudar o governo na construção de infraestruturas e no treinamento das forças de segurança.

A comunidade internacional apoia as negociações para a formação de um governo na Líbia, um país mergulhado no caos desde a queda do regime de Muamar Kadhafi em 2011.

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