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Polícia russa prende Garry Kasparov, que protestava em frente ao Tribunal de Moscou: "muitos vídeos e fotos desmentem as acusações realizadas contra mim pela polícia", justificou o opositor
Moscou - A polícia russa interrogou nesta segunda-feira o opositor russo Garry Kasparov, acusado de ter mordido um membro das forças de segurança durante uma manifestação de apoio às jovens integrantes do grupo musical Pussy Riot, algo que o ex-campeão mundial de xadrez nega.
"O Comitê de Investigação russo deve decidir se abre uma investigação criminal contra mim", declarou o enxadrista em um comunicado em seu site.
Kasparov foi detido na sexta-feira em Moscou, junto com outros defensores das Pussy Riot, como o líder da Frente de Esquerda, Serguei Udaltsov, em uma manifestação de apoio às três integrantes do grupo condenadas a dois anos de prisão por terem cantado uma "oração punk" de protesto contra o atual presidente russo Vladimir Putin em uma catedral de Moscou em fevereiro.
"Em muitos vídeos que circulam na internet pode-se ver que os policiais me prendem no momento em que falava com jornalistas, e depois me batem", declarou Kasparov.
"Muitos vídeos e fotos desmentem as acusações realizadas contra mim pela polícia, segundo a qual agredi um deles, mordendo a sua mão", escreve o ex-campeão.
"São acusações sem fundamento. Em qualquer país livre com uma justiça independente teriam sido rejeitadas imediatamente", afirmou.
"Se o policial machucou a mão quando me pegou pela cabeça, fico com pena", ironizou Kasparov no Twiter, acrescentando que apresentará uma denúncia por difamação e contra sua detenção, que considera injustificada.
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