Santo Domingo - O Partido Revolucionário Moderno (PRM), principal legenda de oposição da República Dominicana, pediu nesta segunda-feira ao presidente Danilo Medina que explique seus vínculos com seu assessor de campanha, o marqueteiro brasileiro João Santana, contra quem a Justiça emitiu uma ordem de detenção por sua relação com o escândalo de Petrobras.

Em entrevista coletiva, os dirigentes do partido afirmaram que "perante a ordem de detenção disposta pela Justiça do Brasil contra o senhor João Santana, que foi assessor desde 2012 da campanha presidencial do presidente Danilo Medina, o PRM exige ao líder dominicano que explique ao país os alcances deste vínculo".

"Estamos perante um fato no qual a figura presidencial se veria associada a alguém acusado em seu país de graves atos de corrupção, de acordo com as investigações realizadas pela Justiça brasileira", acrescentaram.

Os dirigentes opositores lembraram que, em julho do ano passado, o PRM advertiu da presença de Santana no país, que desde então era sindicado por seus alegados vínculos com a corrupção.

"O PRM solicita ao presidente Danilo Medina não dificultar, em todo seu alcance, o processo investigativo iniciado contra seu assessor João Santana", concluíram os opositores.

O publicitário apresentou sua demissão por meio de uma carta, na qual solicitava sua desvinculação com "caráter imediato" da campanha de Medina para não afetar os interesses do partido de governo e poder ir ao Brasil defender-se das acusações.

A saída de Santana aconteceu após a ordem de prisão emitida pela Justiça brasileira por seu suposto vinculo com o escândalo na Petrobras.

De acordo com a investigação, Santana teria recebido até US$ 3 milhões através de empresas em paraísos fiscais vinculadas à construtora Odebrecht. EFE

Tópicos: Operação Lava Jato, República Dominicana