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Homem anda sobre destroços após ataque na Síria: ''Necessitam de ajuda humanitária urgente'', ressaltou mais uma vez a subsecretária
Nações Unidas - A subsecretária geral da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, alertou nesta quarta-feira que a Síria enfrenta uma situação de emergência sanitária diante da falta de remédios devido à impossibilidade de se fabricá-los no país por causa da escalada da violência.
''Já não estão disponíveis no país remédios indispensáveis para se salvar vidas'', disse Valerie à imprensa na sede central da ONU, onde falou da sua recente visita ao país árabe onde viu ''o grande impacto sobre a saúde'' que tem o conflito entre o regime de Bashar al Assad e os rebeldes.
A chefe humanitária da ONU explicou que a Síria produz a maioria de seus remédios em laboratórios na cidade de Aleppo e em outros lugares duramente afetados pelo conflito, o que deixa os doentes e feridos sem medicamentos ''de crucial importância''.
Valerie fez um panorama sombrio sobre a situação humanitária devido a um conflito ''brutal e violento'', que piorou notavelmente desde sua visita anterior em março deste ano, onde há ''necessidades cada vez mais urgentes'' para fornecer ''cuidados sanitários, abrigo, alimentos, água e saneamento'' a centenas de milhares de pessoas.
Além disso, garantiu que em suas conversas com o governo sírio, o regime contabilizou que 1,2 milhões de pessoas foram deslocadas de seus lares por conta do conflito e que estão vivendo temporariamente em edifícios públicos, enquanto há ''muito mais pessoas'' hospedadas nas casas de ''parentes e amigos''.
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