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Corrupção | 10/08/2012 19:28

ONU e UA denunciam subornos em eleição de Parlamento somali

O país africano está imerso em um processo de finalização da transição política

John Moore/Getty Images

Guardas tentam controlar multidão faminta que chega para receber comida na Somália

Guardas tentam controlar multidão faminta que chega para receber comida na Somália: O atual governo foi estabelecido em 2004, e formalmente seu mandato deve acabar dia 20

Nairóbi - A ONU e a União Africana (UA) denunciaram nesta sexta-feira a utilização de subornos, intimidação e violência para influenciar a eleição dos deputados do novo Parlamento da Somália.

Em comunicado conjunto emitido em Nairóbi, a ONU e a UA dizem ter recebido ''informação confiável de fontes somalis e internacionais de que certos grupos estão implicados no uso de subornos, intimidação, violência e outros meios injustos para influenciar a escolha dos membros do Parlamento''.

O país africano está imerso em um processo de finalização da transição política, que deveria terminar dia 20 com a escolha de um presidente, que depois nomearia um primeiro-ministro e um gabinete.

O presidente deve ser designado pelo Parlamento, cujos 275 membros devem ser escolhidos por sua vez por 135 líderes tribais selecionados por um comitê especial apoiado pela ONU.

As Nações Unidas e a União Africana informaram hoje que esses 135 líderes ''estão sendo ameaçados por elementos negativos'', embora não tenham especificado quem são esses agressores. Esses ''elementos'' também tentariam ''perverter'' o processo para excluir as mulheres do Parlamento.

À medida que a data-limite de 20 de agosto se aproxima, os signatários da nota destacam que ''qualquer tentativa de manipular, atrasar ou atrapalhar esse processo seria inaceitável''.

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