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A violência no Iraque diminuiu nos últimos anos, mas permanece quase que diariamente: 132 pessoas morreram em ataques durante o mês de maio
Bagdá - Uma série de atentados com bomba deixou nesta quarta-feira ao menos 59 mortos e 200 feridos no Iraque, no momento em que a comunidade xiita se prepara para recordar a morte de um dos principais imãs de sua religião.
Esta é a onda de ataques mais violenta desde 5 de janeiro, quando atentados similares mataram 68 pessoas em Bagdá e Nassiriya (sul).
Os extremistas sunitas, que consideram os peregrinos xiitas como hereges, multiplicam seus ataques principalmente durante as festas religiosas, que geralmente reúnem multidões de fiéis no país.
Foram registrados 40 ataques na manhã desta quarta-feira em Bagdá, Hilla, Kerbala, Azizia, Balad, Baaquba (centro do país), Kirkuk e Mossul (norte).
Dezoito atentados foram cometidos com carros-bomba e 17 com bombas. Cinco ataques com homens armados também aconteceram.
O atentado mais violento aconteceu na cidade de Hilla, a 95 km de Bagdá, onde as explosões de dois carros-bomba provocaram as mortes de 19 pessoas e deixaram 38 feridos.
Em Bagdá, onde pelo menos uma dezena de ataques foram cometidos em vários bairros, 19 pessoas morreram e 40 ficaram feridas.
Os atentados coincidem com a preparação em Bagdá da celebração do aniversário da morte de Mussa al-Kazem, o sétimo dos 12 imãs venerados pelos xiitas duodecimanos, a maior tendência da religião xiita.
Um carro-bomba explodiu no bairro xiita de Kazamiya, no norte da capital, onde eram organizadas cerimônias em homenagem ao imã, enterrado em um mausoléu no mesmo local.
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