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Recado | 12/03/2014 15:48

Ocidentais advertem Putin sobre anexação da Crimeia

G7 afirmou que referendo na Crimeia sobre sua possível anexação pela Rússia não teria efeito jurídico e pediu a Moscou que desista de mudar status da península

AFP

Ocidentais advertem Putin sobre anexação da Crimeia

Russos bloqueiam acesso a unidade militar ucraniana: "Não vamos nos envolver em uma operação militar na Crimeia para não deixar desprotegida a fronteira leste da Ucrânia", disse Turchynov

Os ocidentais advertiram nesta quarta-feira o presidente russo, Vladimir Putin, sobre o risco de uma "anexação" da península ucraniana da Crimeia, antes de um reunião em Washington entre o presidente Barack Obama e o premier da Ucrânia, Arseni Yatseniuk.

A quatro dias do referendo organizado pelas autoridades separatistas pró-russas nesta região à margem do Mar Negro onde vivem duas milhões de pessoas, incluindo as minorias tártara e de língua ucraniana, nada parece capaz de parar a aproximação da península à Rússia.

Contudo, o grupo das sete principais economias do mundo (G7) afirmou nesta quarta-feira que o referendo na Crimeia sobre sua possível anexação pela Rússia não teria "nenhum efeito jurídico" e pediu a Moscou que desista de mudar o status da península.

"Considerando a falta de uma preparação adequada e a presença intimidadora das tropas russas, seria ainda um processo profundamente viciado que não teria força moral. Por todas estas razões, não podemos reconhecer o resultado", acrescenta o G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Grã-Bretanha, Itália e Japão), ao qial se associou a União Europeia, em um comunicado publicado pela Casa Branca.

Por sua vez, os europeus aceleram sua aproximação com a Ucrânia. A chanceler alemã Angela Merkel anunciou que o acordo político de associação da Ucrânia com a União Europeia pode ser assinado na próxima semana.

"Nós nos pronunciamos para assinar o mais rápido possível o acordo de associação, provavelmente na próxima cúpula da União Europeia", prevista para os dias 20 e 21 de março, declarou Merkel em uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro polonês, Donald Tusk.

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