Washington - O presidente dos EUA, Barack Obama, afirmou que vai pedir ao Congresso para dobrar os gastos com pesquisa e desenvolvimento (P&D) em energia limpa até 2020. Mas é pouco provável que o pedido seja aceito.

Legisladores republicanos, que governam o Congresso norte-americano, zombam da ciência por trás das mudanças climáticas e descartam os apelos de Obama para que a questão seja tratada com urgência.

Em uma mudança incomum, especialmente considerando ser o último ano de governo, os presidentes republicanos dos comitês de Orçamento na Câmara e no Senado disseram que não realizarão a audição da proposta presidencial de orçamento um dia depois de recebê-la, como de costume.

Obama planeja revelar ao público seu projeto de gastos na terça-feira, justamente quanto os eleitores de New Hampshire irão às urnas para a primária presidencial da corrida para sucedê-lo.

"Em vez de subsidiar o passado, devemos investir no futuro", disse Obama em seu discurso de semanal de rádio e internet, resumindo o seu desejo de aumentar as despesas de P&D em energia limpa.

Os gastos federais norte-americanos em pesquisa e desenvolvimento em energias limpas subiria de US$ 6,4 bilhões neste ano para US$ 12,8 bilhões em 2020, segundo a proposta de Obama. Se aprovado, o orçamento que entraria em vigor em 1º de outubro proporcionaria US$ 7,7 bilhões para P&D em energia limpa no ano fiscal de 2017.

A proposta de Obama é parte de sua iniciativa "Missão Inovação", anunciada no ano passado na Conferência do Clima de Paris. Cerca de 20 países, entre os quais EUA, China, Índia e Brasil, se comprometeram a dobrar seus respectivos orçamentos para esse tipo de pesquisa nos próximos cinco anos.

A Casa Branca disse nesta semana que Obama quer que as companhias petrolíferas paguem uma taxa de US$ 10 sobre cada barril de petróleo para ajudar a arrecadar dinheiro para os gastos com transporte limpo para combater as mudanças climáticas.

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