Nova York - O Conselho Municipal da cidade de Nova York aprovou nesta quarta-feira a elevação da idade mínima para a compra de cigarros de 18 para 21 anos, visando combater o consumo entre os jovens.

A legislação também estabelece em 21 anos a idade mínima para a compra de cigarros eletrônicos.

A lei foi adotada por 35 votos contra 10, disse à AFP uma porta-voz do Conselho Municipal.

A comissão de saúde do Conselho Municipal havia adotado a medida na terça-feira, por unanimidade.

A presidente do organismo, Christine Quinn, justificou a medida pelo fato de que "vários fumantes adquirem este hábito mortal antes dos 21 anos". "Elevando a idade a partir da qual nossos jovens têm acesso ao cigarro, reduzimos a probabilidade de que um dia comecem a fumar".

"Sabemos que a dependência ao tabaco pode começar pouco tempo depois de o jovem fumar pela primeira vez, o que torna fundamental impedir que os jovens fumem cedo".

Nova York já tinha uma legislação particularmente dura em relação ao cigarro.

Desde 2002, quando assumiu o cargo, o prefeito Michael Bloomberg tem combatido o fumo com medidas efetivas: alta de impostos sobre os cigarros e proibição de fumar em escritórios, restaurantes, bares, praças e praias.

Os impostos municipais e estaduais acrescentam 5,85 dólares ao custo do maço de cigarros em Nova York, cujo preço final ao consumidor fica em torno de 12 dólares para as marcas mais conhecidas.

Apesar de o percentual de fumantes em Nova York ter caído de 21,5% em 2002 para 14,8% em 2011, se mantém estável em 8,5% entre os jovens desde 2007, segundo a prefeitura.

As autoridades esperam reduzir em 55% o consumo de cigarros entre os jovens de 18 a 20 anos a partir da elevação da idade para a compra do tabaco.

A cruzada de Bloomberg contra o cigarro lhe valeu diversas críticas, e muitos acusam o empresário de 71 anos de ser a "babá" da cidade com sua obsessão por hábitos saudáveis.

Bloomberg sofreu este ano uma dura derrota na Justiça ao tentar proibir a venda de refrigerantes em garrafas grandes (quase meio litro). Após perder em primeira e segunda instâncias, a cidade recorreu a um tribunal superior.

Bloomberg abandonará o cargo no final de 2013, após três mandatos consecutivos.

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