Aguarde...
RaridadeAmericano compra casa e encontra gibi de mais de US$ 100 mil
BarbadosMorre, aos 113 anos, o segundo homem mais velho do mundo
DrogasPrefeito de Toronto diz que não fumou crack nem é viciado
FMILagarde escapa de investigação na França
AtentadoAudiência de suspeitos por atentado de Boston é adiada
ReconstruçãoNova York reabre praias após longo recuperação por "Sandy"
EquadorCorrea defende integridade de Chávez e do casal Kirchner
PontíficePapa tuíta para Igreja e celebra missa para chineses
ArgentinaCristina Kirchner comemora "década K" cercada de escândalos
AcusaçãoPresidente sul-coreana é chamada de "maníaca por confrontos"
Budapeste - O criminoso nazista ainda vivo mais procurado do mundo, o húngaro Laszlo Csatary, de 97 anos, viveu dias tranquilos em Budapeste durante 17 anos, mesmo após a descoberta de sua verdadeira identidade e apesar das informações transmitidas à justiça sobre o seu passado há mais de dez meses pelo Centro Simon Wiesenthal, com sede em Jerusalém.
Csatary, acusado de cumplicidade na morte de 15.700 judeus durante a Segunda Guerra Mundial, foi encontrado em Budapeste, conforme anunciou no domingo o diretor do Centro Wiesenthal, Efraim Zuroff.
No edifício moderno de um sofisticado bairro da capital húngara, há dois nomes em uma caixa de correio: "Csatary/Smith". Estes são os nomes de uma única pessoa, Laszlo Csatary, o chefe de polícia no gueto judeu da cidade eslovaca de Kosice (Kassa em húngaro, Kaschau em alemão) durante a Segunda Guerra Mundial.
Nesse gueto, cerca de 15.700 judeus foram assassinados ou deportados para o campo de concentração nazista de Auschwitz, na Polônia, durante a ocupação pela Alemanha nazista deste país que era até então a Tchecoslováquia.
De acordo com documentos dos arquivos do Centro, Laszlo Csatary tratou cruelmente os judeus do gueto. Espancava as mulheres e obrigava as pessoas a cavarem trincheiras com as próprias mãos.
Segundo seus vizinhos, que parecem ignorar o seu passado, Csatary possui um apartamento de dois quartos no quinto andar. "Eu cruzo de vez em quando com este idoso senhor; ele tem vivido aqui há muito tempo", contou uma vizinha. "Ele não aparece nas reuniões de condomínio, mas sempre pagou suas despesas", indicou I. Vasarhelyi, um ex-síndico do edifício.
O carro de Laszlo Csatary, um Ford Scorpio cinza escuro, está estacionado na garagem do edifício, observou a AFP.
Antes de regressar a Budapeste, Csatary, que foi condenado à morte à revelia em 1948 na Tchecoslováquia, refugiou-se no Canadá, Montreal e Toronto, onde, sob uma falsa identidade, foi um negociante de arte. Em 1995, as autoridades canadenses descobriram a sua verdadeira identidade, mas deixaram que ele fugisse para a Hungria. Antes de sua fuga, admitiu aos investigadores canadenses sua participação na deportação de judeus, embora afirmasse que seu papel era "limitado".
Em abril, o Centro Simon Wiesenthal, nome do famoso caçador de nazistas, um judeu austríaco que morreu em 2005, e cujas investigações em todo o mundo permitiram a descoberta de dezenas de criminosos nazistas, colocou Laszlo Csatary no topo da sua lista de criminosos de guerra nazistas mais procurados do mundo.
Alimentados por informações fornecidas pelo Centro, repórteres do jornal britânico The Sun descobriram o paradeiro do antigo chefe da polícia e conseguiram encontrá-lo. De acordo com o artigo publicado domingo, 15 de julho, no site do Sun, o criminoso de guerra nazista declarou aos repórteres: "Eu não fiz nada, saiam daqui", antes de bater a porta na cara deles.
Copyright © Editora Abril - Todos os direitos reservados