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Jovem sírio ferido é carregado em maca em Alepo, na Síria: as autoridades sírias já comunicaram que a MSF não é bem-vinda
Paris - A Médicos Sem Fronteiras (MSF), que há dois meses enviou uma equipe para a Síria, disse nesta terça-feira que garantir o acesso das organizações humanitários no país é indispensável e denunciou que a comunidade internacional ''não está fazendo o suficiente'' pela população do país.
O diretor-geral da organização, Filipe Ribeiro, disse que é necessária uma assistência humanitária que não tenha relações com ações políticas e diplomáticas.
''O plano de paz da ONU não funcionou bem, mas não se deve confundir ação humanitária com política. Esperamos que a comunidade internacional nos deixe entrar no país e tratar dos pacientes'', disse o representante da associação.
É a primeira vez que a Médicos Sem Fronteiras trabalha no interior da Síria, após várias tentativas fracassadas e ''condições de acesso extremamente complexas''. Apesar de não se sentirem acuados nem pelo exército nem pelos rebeldes, a associação prefere não divulgar sua localização para garantir a continuidade da missão.
Segundo Ribeiro, as autoridades sírias já comunicaram que a MSF não é bem-vinda e que se encontra em situação ilegal. Porém, embora tenham dito que conhecem a localização da associação, que ficaria em uma zona controlada por rebeldes, não deram sinais de que atacariam a missão.
Desde meados de junho, a associação já atendeu mais de 300 pacientes e realizou cerca de 50 cirurgias na Síria, a maioria delas em pessoas com ferimentos de bala.
''Nossas portas estão abertas para todo o mundo'', indicou a cirurgiã Anna Nowak, que insistiu que não interessa saber se o paciente é um combatente ou uma vítima civil, mas ''se respira ou não, ou se tem alguma fratura''.
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